terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O correr da vida me embrulha.

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O correr da vida embrulha tudo. Já dizia João Guimarães Rosa pelos sertões e veredas.
Às vezes eu me sinto assim: embrulhada pela vida, carregada como um embrulho que vai sendo chacoalhado pelo caminho. A vida vem e, sem avisar, embrulha nossas ilusões, nosso desespero, embrulha nossa realidade, e bagunça tudo. Por não embrulhá-las separadamente - estas coisas tão distintas - vão se misturando e se confundindo, embaralhando nossas emoções.
Afinal, o que é real? O que é verdadeiro? O que é fruto da nossa imaginação? Do nosso desejo de que as coisas dêem certo? Até onde podemos alimentar sonhos e ilusões antes que eles se tornem medos?
E nesse chacoalhar de embrulho eu sempre me pego pensando: por que só nos tornamos mais profundos quando há sofrimento?
Deve ser porque abre esse buraco fundo no peito...

Leila Monteiro de Castro

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Um ano em um parágrafo [2013]

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O ano passou voando, o ano passou correndo, mais um ano deixando saudade e um aperto no peito pelos que nos deixaram... Em 2013, tomei coragem e pintei o cabelo pela primeira vez, fiz um preparatório para concursos e estudei de verdade, entrei na academia - embora tenha durado apenas 3 meses e virado meta de retorno em 2014, fui à Bienal do livro e voltei com sacolas cheias e com menos espaço livre no quarto, fiz biscoitos com as crianças, participei de uma manifestação e me senti um pouco mais cidadã, vi robôs que pintavam quadros, me vesti de Chapeuzinho Vermelho, assisti ao pôr do sol na praia, enxerguei um céu incrivelmente repleto de estrelas - no meio da estrada - com a companhia ideal, pintei mais ainda o cabelo, assisti Nosferatu com orquestra ao vivo, experimentei narguilé, me despedi de amigas que foram morar longe e senti saudades, criei um novo blog, corri de sapos, voltei a estudar inglês, dancei forró madrugada adentro, ganhei desenhos das crianças do trabalho, fui ao show do Aerosmith e pulei com as amigas até a perna doer, guardei segredos, passei num concurso público, comecei a acordar com as galinhas e a percorrer longas distâncias em um rodízio de meios de transporte, ganhei um bolo de aniversário, joguei video-game, aprendi a fazer panquecas, fiquei ilhada na enchente, comecei um quebra-cabeça de mil peças, recebi carinho dos pacientes, comi rabanada gelada e dormida, perdi minha filha de quatro patas e chorei de saudades, andei - e caí - de bicicleta, conheci pessoas novas e fui acolhida, fiz uma viagem incrível com quem amo, passei algumas madrugadas jogando com pessoas queridas, ganhei no poker, fui a uma cidade abandonada e caminhei pelas ruínas, comi medialunas, tive a sensação de dever cumprido, andei no carrinho de bate-bate e me diverti como se tivesse 8 anos de idade... voltei a ser um pouco mais otimista.

domingo, 12 de maio de 2013

Domingos

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Naqueles domingos em que o dia mal nasceu
e o sol já vai dormindo
e a noite vai caindo
e a lua vai surgindo
e o mundo gira sem destino
sem vontade girar

O que você quer é que o tempo corra
que o vento se agite
que algo se mova
(mais aqui dentro do que la fora)
não vê a hora de ir embora
mal sabendo aonde vai chegar

Mas a aventura da vida é essa
degustamos as vezes com pressa
ansiedade da surpresa que vem lá
e quando tudo se torna rotina
você pede que transborde o copo

E desfaça o nó
e espalhe o po
ainda que seja só
pra bagunçar um pouco
e nos encher de vida
Porque daqui a pouco o dia já vai se acabar.

Leila Monteiro de Castro

Só Dez Por Cento é Mentira (Manoel de Barros) - 2008

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O poeta das pequenas coisas que me causa inúmeros encantamentos...

Esse documentário é ma-ra-vi-lho-so!




quarta-feira, 1 de maio de 2013

Dez (ou infinitas) coisas que não tem preço

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1) O momento em que toca a sua música favorita, sem você estar esperando

2) Café com leite e pão com manteiga no fim da tarde

3) A beleza e a simplicidade de um pôr-do-sol

4) O som da risada dos seus amigos provocada pela piada que você contou, achando que ninguém ia rir.

5) Ver o mar pela manhã

6) Conseguir fazer alguma coisa nova já na primeira vez

7) Abraços sinceros, que abraçam a alma

8) Ser reconhecido pelo seu esforço

9) Saber que se é amado só pela maneira com que o outro te olha

10) Viajar e conhecer um lugar novo

                                  ∞




segunda-feira, 29 de abril de 2013

O Maravilhoso Mundo dos Livros-Objeto

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Vocês já conhecem o livro-objeto?

Livro-objeto do artista Renato Alarcão

A ideia do livro-objeto transcende a ideia do livro em si, como conhecemos. Diferente dos livros tradicionais, estes são dotados de imensa expressão visual. Vão além do conteúdo literário: são verdadeiras obras de arte!
Os livros-objetos podem assumir qualquer forma, desde uma caixinha de fósforo até um pedaço de pão de forma, dependendo apenas da criatividade de seu criador. 
São produzidos em pequena escala, artesanalmente, e muitas vezes podem existir em apenas um único exemplar.


Livro-objeto "Dois Palitos", de Samir Mesquita.



Livro-objeto Pão, de Rosilene Fontes, 2007.

O livro-objeto também é para ser lido, mas de forma diferente. Possui uma interpretação que tende mais ao visual do que ao conteúdo literário, com imagens, desenhos, fotografias e colagem que remetem a ideias, histórias e sentimentos. Mas além de sua interpretação visual, alguns livros-objetos também podem conter palavras soltas, pequenas frases ou ainda pequenos textos, que se associam ao visual.



Fontes:

http://blog.zoomoo.com.br/2010/03/renato-alarcao-livro-objeto-e-ilustracao
http://rosifontes.blogspot.com.br/2011/01/livro-objeto-pao-2007.html






segunda-feira, 1 de abril de 2013

Coletivo Ócio

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Nada melhor do que juntar as suas caraminholas com as dos seus amigos! 

E foi isso que nós fizemos... 

Quatro amigos que se juntaram para escrever sobre o que viesse na cabeça e surgiu um novo blog, onde também estou escrevendo no momento.

Fica aí o endereço do Coletivo Ócio!

Espero que curtam! :)