quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Na varanda

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adoro essa música... :D

Na varanda
(O Teatro mágico)

Na varanda
Onde o ar anda depressa
Vai embora na conversa
Nossa pressa de ficar

Na varanda
Onde a flor se arremessa
Onde o vento prega peça
Nos traz festa pelo ar

Na varanda
A criança se debruça
Mãe, menina ainda fuça
Nos cabelos a ninar

Na varanda
Onde a lua se levanta
Nossa rede se balança
Serenata pra acordar

Joga a trança
Busca o chão e não o céu
Qual barquinho de papel
Sonha ir de encontro ao mar

Joga a trança...

E a noite vem
Sendo o descanso do sol
E a ponte vem
Sendo a distancia de quem tá só

Um sol
Com a cabeça na lua
A lua que gira, que gira, que gira...

E a noite....

Um sol
Com a cabeça na lua
A lua que gira, que gira, que gira só.
...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

New York, I love you

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Depois de "Paris, te amo", chega em cartaz "New York, I love you".
Um pouco diferente dos moldes do filme sobre a cidade luz, retrata cenas comuns ambientadas em NY, mostrando como a cidade pode surpreender com sua mistura de nacionalidades, culturas, religiões, idiomas e formas de ver o mundo. O elenco é repleto de famosos (dentre eles: Natalie Portman, Orlando Bloom, Ethan Hawke, Kevin Bacon e Christina Ricci) e as histórias tendem a se misturar umas as outras, diferente de "Paris, te amo", que tinha um curta de cada diretor.
O filme está em cartaz nos cinemas do Grupo Estação, e vale a pena conferir.

:D

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Shimbalaiê

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Essa música é tão bonitinha

:D

A menina na garrafa

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A garrafa era clara
Dava para ver o que havia do lado de fora
A menina, na garrafa que boiava pelo oceano,
Fechava o olhos e sonhava que, de vez em quando,
Era ave, pelicano que comia peixe e saia voando
Ela cola o nariz no vidro e respira embaçando o mundo
Desenha o próprio nome e retorna lá pro fundo
A garrafa era longa, comprida
A menina olha para o gargalo tapado com rolha e fita
O seu desejo é que escutem tudo o que ela tem pra contar
As aventuras, o barulho do mar,
Todos os barcos que ela viu naufragar
Ela grita, agita a garrafa mais que as ondas
Mas a voz não sai, fica ali presa, ninguém pode ouvi-la
A menina sabe que um dia vai desaparecer,
Sumir de repente – puff –
Ela pega o papel e a caneta que guarda no bolso para se distrair
E escreve uma carta destinada a qualquer ser que possa existir
Deixa escrito no papel tudo o que conhecia
As tempestades, as ondas imensas, os piratas que velejam,
Os monstros marinhos que os marinheiros diziam que existia.
Se a Terra era redonda ela não podia saber
Seu mundo era cilíndrico, pequeno e,
Ao mesmo tempo, vasto e móvel
Ela nunca esteve no mesmo lugar por mais de uma maré
E, terminando seu relato, no final daquela carta
Decidiu deixar também um pedido:
- Leia e jogue ao mar
Porque, assim, a menina sempre existirá
Trancada ou não em uma garrafa
Com ou sem a esperança de voar.

Leila Monteiro de Castro

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Galeria de valores

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Já tem um tempo que passei por lá com alguns amigos, para fazer hora enquanto não começava a visita guiada pela "Nova Arte Nova" do CCBB e, me impressionei em como essa exposição é interessante. Ainda não tinha comentado dela por aqui por falta de tempo, ou memória... ou os dois. O acervo mostra todos os tipos de moedas usadas ao longo da História, em diversas partes do mundo. Além disso a estética da galeria é muito legal. Achei o máximo o chão de vidro cheio de moeda embaixo (uma pena não poder fotografar).

A exposição é permanente do Centro Cultural Banco do Brasil e ainda é "de grátis"!

Vale a pena conferir.

:D

Corte Seco

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Peça que finaliza a trilogia iniciada pelo monólogo "Conjugado" (que não assisti) e seguida pelo "A Falta que nos move" (que é fantástico!).
Fala sobre acontecimentos que podem mudar tudo de uma hora para outra. Aquela pessoa que você conheceu, aquela perda, aquele segredo que não deveriam ter te contado, um acidente que mudou seu mundo, tudo o que vai além do que nós podemos controlar, enfim... cortes secos que a vida nos dá.

A peça está em cartaz até 31 de Janeiro no Espaço Cultural Sérgio Porto (que fica na Rua Humaitá, 163 - Humaitá), sex e sáb às 21h e domingos às 20h. O valor é R$30,00 a inteira... mas nesse último domingo custou apenas R$1,00, então é legal se informar antes e saber se há mais alguma promoção por lá.

Vale a pena conferir! :D

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Pernas de Chinês

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Senta aqui e cruza as pernas
Estica as costas nessa parede branca e descascada
Tenho uma música na cabeça, quer ouvir?
Talvez você também saiba uma canção
Que fale de amor, chuva e poesia
Que fale de sorte, destino ou devoção
Só quero ouvir a sua voz no meu ouvido
Me conta aquele conto da Colasanti
E deixa esse instante existir
Nem sempre a gente faz o que dá vontade
Já vivemos tanto e sabemos
Que isso tudo ainda é pouco
Sei que você queria ficar
Que acabamos de chegar a qualquer lugar exato
Mas quero ouvir seus passos sumindo no final da rua
E suspirar da janela quando o seu ônibus passar
O seu sorriso vai ficar pra sempre
E esses olhos de menino
Por mais que você cresça e o mundo te emudeça
E se um dia, por acaso, você esquecer
Existirão pistas por aí: nos muros, nas nuvens, nos Contos de amor rasgados¹,
Na constelação de Orion, no som do trompete ou do alaúde...
E isso manterá tudo vivo por aqui
Ou por qualquer outro lugar aonde a vida nos leve
Você sabe, meu bem, que nada é eterno
Mas, embora o tempo passe e tudo envelheça
Os nossos segredos serão sempre nossos
Não precisamos jurar ou cruzar os dedos
O seu olhar me diz tudo o que preciso saber
Me deixa apenas terminar esse conto
E segue assim, um pé depois do outro
Mais um pouco e a gente se esbarra de novo...

Leila Claudia Braga

¹ Contos de Amor Rasgados - Marina Colasanti.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Encontré por el camino

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Para quem ainda não conhece o trabalho do cartunista argentino Liniers.
























:D

domingo, 29 de novembro de 2009

Colheita Feliz

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Sim, é bobo, eu sei... Mas é tão legal!
A culpada é a Bárbara que, sabendo da minha inclinação para vícios banais, me mandou o convite (na verdade ela queria os 100 pontinhos que eu sei! rsrs).
E agora, sempre que entro na internet, corro pra ver quantas cenouras já brotaram!
É praticamente uma versão flash de um The Sims agrícola!

Mas de qq forma... me alegra ver os milhos crescendo... :D

Velha história

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É tão lindinha...



A amizade do homem e do peixinho...

Roubada do orkut do Gu. :D

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Chim Chim Cheree

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Minha segunda música preferida do filme, depois do Supercalifragilisticexpialidocious! :p



Chim Chim Cher-Ee
Mary Poppins
Composição: Richard M. / Robert B. Sherman

Bert:
Chim chim-in-ey, chim chim-in-ey
Chim chim cher-ee!
A sweep is as lucky, as lucky can be
Chim chim-in-ey, chim chim-in-ey
Chim chim cher-oo!
Good luck will rub off when I shakes 'ands with you

Or blow me a kiss and that's lucky too

Now, as the ladder of life 'as been strung
You might think a sweep's on the bottommost rung
Though I spends me time in the ashes and smoke
In this 'ole wide world there's no 'appier bloke

Chim chim-in-ey, chim chim-in-ey
Chim chim cher-ee!
A sweep is as lucky, as lucky can be
Chim chim-in-ey, chim chim-in-ey
Chim chim cher-oo!
Good luck will rub off when I shakes 'ands with you

All:
Chim chim-in-ey, chim chim-in-ey
Chim chim cher-ee!
A sweep is as lucky, as lucky can be
Chim chim-in-ey, chim chim-in-ey
Chim chim cher-oo!
Good luck will rub off when I shakes 'ands with you

Bert:
I choose me bristles with pride, yes, I do
A broom for the shaft and a brush for the flute
Up where the smoke is all billered and curled
'Tween pavement and stars is the chimney sweep world
When there's 'ardly no day nor 'ardly no night
There's things 'alf in shadow and 'alfway in light
On the rooftops of London coo, what a sight!

Chim chim-in-ey, chim chim-in-ey
Chim chim cher-ee!
When you're with a sweep you're in glad company
Nowhere is there a more 'appier crew
Than them wot sings, "Chim chim cher-ee, chim cher-oo!"
On the
Chim chim-in-ey, chim chim cher-ee, chim cher-oo!

domingo, 22 de novembro de 2009

Blossom Russo!

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Gostava de Blossom??
Tem preguiça de baixar na internet??
O Youtube quase não tem episódios??

Seus problemas acabaram!

Assista online a 1º,2°,3º e 4º temporadas!

Clique AQUI

:D

Calvin and Hobbes

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Stop motion:



Aí vai o link para download das tirinhas do Calvin e Haroldo, onde há mais uma penca de hqs legais, como: Asterix e Obelix, Conan, Garfield, Recruta Zero, Sin City, Hagar e muitos outros...

Divirtam-se! :D

Download aqui

sábado, 21 de novembro de 2009

Preciso dizer que te amo

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"...lembrando em cada riso teu qualquer bandeira, fechando e abrindo a geladeira a noite inteira..."





Para o Ogro ♥

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Eu quero, quero mesmo!

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Um filhote de porco espinho!!!



Coça ele, coça!!!! :D

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Amigo estou aqui

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Uma das músicas que marcou a infância de muita gente! :D

Mafalda - Inédita

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Ganhei Mafalda - Inédita recentemente, e comecei a ler hoje (quero mais feriados para colocar a leitura em dia!). A trajetória da menininha de vestido vermelho começa em 1964 e continua até 1973, quando Quino considerou que não havia como insistir em escrever sem se repetir.
O livro Mafalda - Inédita fala sobre a história da criação da personagem, além de contextualizar as questões políticas da época, tanto locais quanto mundiais. Além disso, contém 48 tiras inéditas. O autor descreve três razões para essas tiras não terem sido reunidas em alguma coleção.
Quino julgou algumas como 'ruins', e sem méritos suficientes para serem recompiladas. Além disso, algumas tirinhas tratam de assuntos passageiros, como, por exemplo, campanhas de vacinação. Também não foram selecionadas tirinhas que tratavam de limitações políticas do governo do doutor Illia.
"O próprio Quino explica que 'tanto pela ignorância que tínhamos acerca das regras do jogo democrático, como pela mesma precariedade dessas democracias, nos convertemos, sem desejar, nos melhores aliados do inimigo". (Trecho de Mafalda Inédita)

Fica aí a recomendação e, para quem quiser, o download.





Para baixar o livro clique aqui!

domingo, 1 de novembro de 2009

Strawberry Swing

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Nova música e novo clipe do Cold Play.
A letra é bonitinha, a melodia também e, o que o mais me chamou a atenção, foi o vídeo!
Muito bem feito e bem criativo, vale a pena conferir.

Strawberry Swing
(Batida de Morangos)

Eles estavam sentados
Estavam sentados no Strawberry Swing
cada momento era precioso

Eles estavam sentados
Estavam sentados no Strawberry Swing
Todo mundo estava lutando
Não queriam perder nada

Água gelada tráz-me de volta
Agora meus pés não vão tocar o chão
Água gelada, o que você disse?
É um dia tão perfeito
Um dia tão perfeito....

Eu me lembro, estávamos subindo para o Strawberry Swing
Eu não posso esperar até amanhecer
Não mudaria nada
Pessoas movem-se o tempo todo
Dentro de uma perfeita e reta linha
Não queira curvar seu caminho
Quando é tão... um dia tão perfeito
Um dia tão perfeito....

Agora o céu poderia ser azul, não me importo...
Sem você é uma perda de tempo
Poderia ser azul, não me importo...
Sem você é uma perda de tempo
Agora o céu poderia ser azul, poderia ser cinzento
Sem ti eu estou a milhas de distância
Oh o céu poderia ser azul, eu não me importo
Sem você é uma perda de tempo.

sábado, 31 de outubro de 2009

Castelos

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E ele se foi, levando consigo tudo o que ela havia conquistado. Não fora por amor que ela fizera tudo aquilo. A maneira como criara seus castelos fora para si mesma. Deu-se conta, apenas, quando ele partiu. Mas nada fora assim, tão rápido. Ele saiu, bateu a porta e ela nem percebera, até que uma parte do que ele levou passou a lhe fazer falta.
Quando abriu a caixa de ferramentas, que guardava no horizonte, descobriu que faltavam algumas, essenciais. Sem elas, os castelos não se manteriam de pé. Sabia que já não poderia pedir nada de volta - o que é levado nunca retorna. Também não tinha certeza se encontraria por aquelas colinas alguma ferramenta similar.
Seus castelos eram de areia e iam se desfazendo conforme o vento soprava. Ficavam pelo chão, se espalhavam, mas, no final das contas, estavam ali, desorganizados, sem estrutura, perdidos pelo ar. Decidira fazer seus castelos nas nuvens e, mesmo que o vento viesse dispersá-las, ainda poderia desenhar alguma coisa bonita no céu, que alguém lá embaixo apontaria tentando descobrir. "Achei um coelho, tá vendo ali?" "Coelhos não têm asas, tolinho", e ganhara um beijo na testa.

Leila Claudia Braga

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Violão

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Vem, corre
Pega o teu violão e me segue
Não há muito mais para levar
Preciso saber o que há por trás de tudo
O que as metáforas não conseguem alcançar
Nem a mente do homem pode traduzir
Vem e dedilha
Me conte toda a sua história em três minutos
Os mistérios por trás dos teus olhos sorridentes
Com quaisquer palavras que você conheça
Vou estar ouvindo, atenta
Você pode me dizer quando, onde
Ou por que nós chegamos até aqui?
Nós demos as mãos e saímos por aí
Sem direção ou prazo
Tudo dura o infinito, se quisermos
Ou soubermos a fórmula
Esse acorde é tão bonito
E eu gosto dos teus dedos nas cordas
Quando me calo eu te vejo assim
E tudo o mais vai passando
Sem se notar
Ainda resta um minuto
Para a sua história terminar
Canta de novo aquele refrão
Ainda há uma tarde inteira
Para tudo o que quero te mostrar

Leila Claudia Braga

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sessão nostalgia!

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Que saudade!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pequeno tiiiinco!

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sábado, 17 de outubro de 2009

Daniel Pennac

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"Amiga, me diz um texto legal para eu trabalhar em terapia?"
E ela me veio com "Como um romance", de Daniel Pennac.

"O tempo para ler é sempre um tempo roubado. (Tanto como o tempo para escrever, aliás, ou o tempo para amar.)
Roubado a quê?
Digamos, à obrigação de viver.
É sem dúvida por essa razão que se encontra no metrô - símbolo refletido da dita obrigação - a maior biblioteca do mundo.
O tempo para ler, como o tempo para amar, dilata o tempo para viver.
Se tivéssemos que olhar o amor do ponto de vista de nosso tempo disponível, quem se arriscaria? Quem é que tem tempo para se enamorar? E no entanto, alguém já viu um enamorado que não tenha tempo para amar?
Eu nunca tive tempo para ler, mas nada, jamais, pôde me impedir de terminar um romance de que eu gostasse.
A leitura não depende da organização do tempo social, ela é, como o amor, uma maneira de ser." (Fragmento de "Como um romance", de Daniel Pennac)


DIREITOS IMPRESCRITÍVEIS DO LEITOR

1. O direito de não ler.
2. O direito de pular páginas.
3. O direito de não terminar um livro.
4. O direito de reler.
5. O direito de reler.
6. O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível).
7. O direito de ler em qualquer lugar.
8. O direito de ler uma frase aqui e outra ali.
9. O direito de ler em voz alta.
10. O direito de calar.

Cintia aumentando meus futuros gastos...

Quero ler esse livro!!! :D

Vincent - Tim Burton

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:D

Comment est votre chinois?

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Como é o seu Chinês?

A Onda

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"A Onda" (Die Welle, 2008) é um filme alemão que fala sobre autocracia.
Só por essa descrição o filme já seria interessante de se ver, mas ainda tem mais.
O filme se baseia na história real de um professor de História Contemporânea de um colégio norteamericano, que devido ao desinteresse dos alunos pela disciplina, propõe uma metologia diferente para explicar o fascismo.
Durante uma semana ele instaura um regime fascista dentro da sala de aula.
O filme mostra a forma como cada um dos alunos se coloca diante dessa experiência e como ela foge ao controle.
"Em apenas uma semana? o.o", foi o que mais me deixou intrigada.
Alguns dias depois, assistindo ao Discovery Civilization (hehe que vício :P) ouvi sobre uma experiência semelhante (embora não fosse política) que foi realizada em uma universidade dos EUA. Um grupo de alunos do curso de Psicologia foi dividido em dois papéis: metade seriam carcereiros de um presídio fictício, e a outra metade seriam prisioneiros. Em menos de uma semana a experiência teve que ser interrompida. Os alunos que representavam os carcereiros já agiam de forma totalitária em relação aos presos, e a experiência estava fugindo ao controle.
É impossível não parar para pensar na forma como o filme retrata a facilidade em, nos dias de hoje, conseguir adeptos de um regime fascista.
O fato de se passar na Alemana aumenta ainda mais a provocação desse pensamento.

Fica aí minha recomendação do filme :D
E para quem quiser baixar, basta clicar aqui.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Discovery Civilization

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Não costumo ver muita televisão, mesmo quando tem algum programa que eu sinta vontade de acompanhar, como o Cilada, House, Friends e etc.
Tentei até mesmo acompanhar a nova novela do Maneco (por sinal muito ruinzinha) mas também não consegui. Por um lado falta tempo, por outro falta memória, já que eu sempre esqueço o horário e o canal dos programas...
Mas, recentemente, ultrapassei a barreira do Telecine Cult (geralmente onde desisto da tv e levanto do sofá) e segui trocando os canais que ficam acima do 65 da net e achei o Discovery Civilization!
Pra quem tem a Net Digital é o canal 86 e é muito bom!!!
Agora quando ligo a tv já vou direto pra ele, e quase sempre está passando algum documentário interessante (pelo menos pra mim): como se dá o processo de mumificação espontânea, primeiras pirâmides do Egito, a queda de Roma, as mudanças que vem acontecendo na igreja Católica em certos países latino-americanos, a origem do lança-chamas, o fenômeno climático do Dragão Negro e as implicações culturais na China, o crescimento econômico de Cingapura... e por aí vai! =)
Acabo assistindo um documentário atrás do outro...
Acho que isso tem suprido a minha saudade das aulas de História, Geografia e coisas ligadas a área de Humanas hehehe

Lindo!

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Videozinho lindo demais =)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Olimpíadas!!!

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Ainda tem a Copa em 2014! yeah!!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Do you need a hug?

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Aquisições de bienal

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"Dias da meia noite", primeiro HQ que comprei do Neil Gaiman (os demais foram lidos on-line), e que já me deu vontade de comprar muitos outros!
Possui três hqs curtas:

- O Montro do Pântano (Jack In the Green)
- Abraça-me
- Sandman - o teatro da meia-noite

Quem sabe um dia não tenho a coleção toda? (ah... sonhar não custa nada). Mas apesar do custo e da falta de espaço da minha pequena e abarrotada estante de livros, Gaiman vale a pena!



Bem, amigos... o Natal não está longe... já sabem o que me dar de presente! :p

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Aos anônimos e anônimas

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Este é um "post-recado", só para ressaltar algo importante:
Algumas pessoas já comentaram comigo "ahhh... queria postar um comentário no seu blog, mas não tenho um"!
Gente, habilitei a opção anônimo do meu blog SÓ para vocês poderem postar qualquer comentário! =)
Sintam-se em casa e postem o quanto quiserem!
É só escolher a opção 'anônimo' na hora de postar, mas vcs podem assinar abaixo do comentário (e aí eu não vou ter que ficar tentando descobrir quem comentou o quê... rsrsrs)

Beijos e divirtam-se!

Blog de cara nova!

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A nova roupagem do meu blog foi desenvolvida pelo Pablo: amigo e blogueiro de plantão!
Não tem como não se motivar a postar e manter um blog com todos esses 'paparicos'!
Ficou lindo!!!
Obrigada, Pablito!

Ps: Aguardem as novidades que aparecerão pelas laterais do blog hehehe =)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Fino Coletivo

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Para quem ainda não conhece, os caras são bons!

Beirut!

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Mal pude acreditar quando soube que eles viriam mesmo pro Brasil! Mais do que isso: pro Rio!
Quando cheguei na bilheteria, levando o porquinho pronto para ser partido ao meio, que alegria ao descobrir o ingresso a R$ 20,00! E desde de Agosto esperei ansiosamente pelo dia 8 de Setembro.
Perfeito demais, não é???
Pois é... que dia 8 que nada! O show era dia 9! Eles trocaram um pouco depois de liberarem para as vendas, e só fomos descobrir no próprio dia, ao esperar que o Zach Condon entrasse com o seu Ukulele. Mas não entrou, e por volta das 23h45m do dia 8 iniciou-se a peregrinação ao show do Beirut.
(Aliás dia 09/09/09 tinha que ter algo de esquisito, não?)
Passamos pelo pessoal da técnica, da segurança, da organização de eventos, da produção e da bilheteria do Oi Casa Grande, o que durou das 18h30m às 22h da noite... e não iriamos embora sem conseguir nossos ingressos verdadeiros!
Pouco depois das 22h: a vitória!
O show foi ótimo! Acho que com um gosto até mais especial depois de tanto desespero pra conseguir esse ingresso, né Gu?

=)

sábado, 22 de agosto de 2009

Zach Condon Interview

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Só o Zach Condon pra tocar numa concha! =)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Tempo Suspenso

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E então... ela o havia beijado. E não conseguia parar de pensar nisso. Sim, ela o havia beijado de verdade, depois de tanto imaginar este momento, finalmente havia acontecido, e o tempo estava suspenso desde então. Ali permanecia, há horas, parada do mesmo jeito, olhar vago, perdidos em suas lembranças. Apreciava cada segundo da sua tarde nostálgica e nova, onde tudo a inspirava.
Não, não fora nenhum sonho. Acontecera mesmo, embora ela própria ainda não acreditasse. Pensava que ninguém acreditaria também. Como aquela menina, de olhar tímido e cansado, tão pequena e inexpressiva poderia tê-lo beijado? Seria o que todos indagariam ao saberem. Ele nem era tão bonito assim... Mas como com ela, logo com ela isso acontecera?
O olhar vago permanecia, assim como a posição dos pés nos sapatinhos boneca. Já não podia senti-los direito. Seria também um efeito do beijo ou apenas do sangue bloqueado em suas veias? Estava tão alheia que já não saberia dizer. Além do mais, não tinha noção de quanto tempo estava ali, naquela posição.
Voltava àquele momento, e não se cansava de fazê-lo. Sentia seu coração acelerar. Além de tudo ele pegou-lhe a mão suada com carinho e sorriu. E que sorriso mais lindo ele tinha! Como ela gostava de sorrisos. Talvez gostasse tanto deles por não gostar do seu. Sorriso metálico, áspero e monótono. Evitava fazer uso dele quase sempre, lembrando de levar a mão a boca quando ele queria escapulir. Mas o sorriso dele, era lindo! Os dentes brancos e certinhos, cada qual em seu espaço, respeitando seus limites. Definitivamente não eram como os dela.
Que susto tomou quando ele pegou em sua mão! Ficou sem saber o que fazer com elas. "As unhas estão mal feitas", pensava. "Ele nem deve ter percebido", retrucava. Aliás, ela não sabia como ele, um dia, a percebera. Logo ela, que sempre se escondia de todos, sentando no fundo da sala. Não ia ao quadro negro mentindo ser alérgica a giz. Este era o seu álibi.
Enrolava os cachos, pensativa. Agora lembrava de que, certa vez, ele mencionara, a uma distância suficiente para que ela ouvisse, o quanto ele gostava de cachinhos. Naquele momento sentira-se linda, e desde então, havia passado a tratá-los com mais cuidado, rindo-se por dentro daquelas meninas de cabelos lisos, que sentavam na primeira fileiras, com aquela altivez que nunca tivera, e que agora já não lhe fazia falta.
Decidiu, finalmente, se levantar. Doíam-lhe os pés, com aquela sensação de formiguinhas que se espalhavam e subiam pelas pernas. Nunca se importou muito com elas, mas levou um susto ao descobrir, há alguns anos, que não eram formiguinhas de verdade.
Se colocou de pé e esticou as costas. Olhava o parque a sua volta. Curtia com os olhos cada uma daquelas árvores, e cada um daqueles patos, que havia recebido um nome dado por ela. Costumava alimentá-los sempre que podia.
Cada uma daquelas criaturas havia sido testemunha de todo o ocorrido. De como ele a olhara, de como conversara com ela brincando com os cordões de sua mochila, do jeito que sorrira ao segurar as mãos pequeninas de unhas mal feitas. Se ele não contasse a ninguém, então ninguém nunca poderia saber. As únicas testemunhas já lhe guardavam segredos diversos. Guardaria para si esta tarde secreta, uma aventura só sua e de seus diários, onde ninguém poderia entrar, nem mesmo em pensamentos. Os guardaria para sempre, sem faltar nenhum detalhe.
Olhava o relógio, o sol já estava se pondo. A realidade ia lhe voltando, colorida e lenta. Precisava ir embora, já deveria estar em casa há tempos. Podia ouvir sua mãe preocupada, com aquele ar de reclamação, que só as mães possuem. "Salete", diria ela, "por onde esteve a tarde toda?" Diria à mãe que passara a tarde na biblioteca, como era o mais provável. Aquele momento deveria ser só seu, preservado no relicário do seu coração. Era melhor se apressar. Caminhava para fora do parque.
Sim... ela o havia beijado, e não conseguia parar de pensar nisso.
Leila Claudia Braga

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Monte Castelo

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1 Coríntios 13.1-8a

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver o amor,
serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios
e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes,
se não tiver o amor, nada serei.
E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue
o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana,
não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus
interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;
não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba (...)


Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões

sábado, 8 de agosto de 2009

Palavras

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Quadrinhos

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Lendo a Revista Época desta semana, vi uma reportagem sobre os brasileiros, que trabalham com quadrinhos, e que estão crescendo lá nos 'States'. Dentre alguns nomes, estavam os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá. Ultimamente, hqs tem feito parte da minha leitura diária, e como não conhecia nada sobre os gêmeos, decidi buscar o 'guru'... o Google.
Coloquei nas buscas e cai no blog dos caras. Todo mundo tem blog hoje em dia, e é um adianto mesmo, poder ter um pseudosite, hiper fácil de usar, que fala sobre você ou o seu trabalho, ou ambos. Me encantei com as tirinhas, e acabei pegando algumas... Não encontrei nenhuma publicação de hq deles aqui pro Brasil, pelo menos não para baixar pela internet (o que agora é uma constante, devido a falta de espaço e a vontade de economizar, embora folhear o que se lê seja muito mais gostoso do que descer a barra de rolagem).
Mas fica por aqui, ainda que poucas, as tirinhas dos caras.

O segredo

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Lá estava ela, saindo de casa para mais um dia de trabalho. Dia chuvoso, como mais gostava. Embrulhou-se no casaco grosso e flanelado, já comido pelo tempo. Envolveu o cachecol no pescoço fino e miúdo, e calçou as botas marfim.
Partiu com a habitual disposição, sorriso no rosto, rugas que já começavam a aparecer, e aquelas olheiras. Já não sabia desde que época as cultivava, mas o fato era que não se reconheceria mais sem elas. Olheiras amigas das noites solitárias, sempre presentes. Às vezes pensava se já não teria nascido com elas.
- Imagine só, um bebê de olheiras - ria.
Pegou o guarda-chuva só por precaução, já que não gostava de usá-lo. Enfiou-o na sacola e lá ficou, afundado entre tantas outras coisas, aquele imprestável. Saiu e trancou a porta.
Ajeitou-se dentro do casaco, e soltou os cabelos negros de índia, que tanto contrastavam com a pele branca. Pôs-se a caminhar pelas ruas daquele vilarejo, onde se enfiara há tantos anos. Sentia as botas afundarem na lama daquela rua de terra batida. Não, elas já não eram cor de marfim.
Respirava fundo, como se pudesse aspirar o mundo a sua volta, e como gostaria de fazê-lo, como gostaria de tomar um pouco de tudo para si, mas sabia que era errado, já que nunca tivera nada. Sentia a brisa fresca e os cabelos esvoaçando. Como tudo era macio! Já enxergava de longe o colégio, caminhava sem pressa, tentando aproveitar os instantes de cada segundo.
Chegava ao portão em meio a correria das crianças, que já acordavam brincando, que brincavam até mesmo nos sonhos. Abriu a porta da sala, no final do corredor. Era escura e mofada, e gostava disso. Logo as crianças se punham em seus lugares, em desordem e animação. Mais um dia se iniciava, mais um dia de sua existência contínua, monótona e conformada.
Saia do trabalho às 6 da tarde, junto com o sino da igreja, quando a noite já começava a chegar. Quando era criança, acreditava que eram as badaladas do sino da igreja que traziam a noite, assim como a sineta da escola chamava as crianças. Ao soar da última badalada a noita caía, vagarosa em suas luzes e sombras, tomando conta do dia.
Fechava a porta da sala mofada, com os livros na mão, e mais um desenho para si. O que seria? Uma casa, o sol, algumas nuvens? Sim, era mesmo. Ria-se de como as crianças são parecidas, pelo simples fato de serem crianças.
Começou a chover quando entrou na rua onde morava. Não abriria o guarda-chuva, faltavam apenas alguns passos, quase não se molharia. Entrou em casa sorridente, como quem faz uma travessura, enxugou os cabelos compridos na toalha do banheiro e fechou a casa toda. Todas as janelas, cortinas, cada fresta. A casa escurecia aos poucos.
- Onde está? Onde? - sempre esquecia onde pusera o pó do café.
- Cafeteira... filtro... pó... aguá - apertou o botão e subiu correndo as escadas.
Chegara finalmente a hora, iria buscar o que lhe dava mais alegria, não poderia ficar sem isso, nem um dia sequer, ainda mais agora, quando tudo estava perfeito, as almofadas na sala, o café na cafeteira.
Desceu carregando a caixa azul, desgastada, mas ainda azul. Colocou na mesinha da sala. Ajeitou as almofadas no sofá mais uma vez. Serviu-se do café, quente e doce e se acomodara. Será que alguém sabia de seu segredo? Tinha medo que lhe tirassem de si, lhe fazia tão feliz... A única coisa que tomara para si, durante a vida inteira. A única que pertencia só a ela, como uma propriedade, como um mimo apenas seu.
Abriu a caixa, pensativa. A luz do abajour iluminava o bem mais precioso. Retirou da caixa e colocou nos pés, e era como se tudo agora valesse a pena, tanto quanto vale um conto, efêmero e mágico. Suspirava aliviada: pantufas vermelhas. Vermelhas, e só suas.

Leila Claudia Braga


Um conto meio antigo, de uns dois anos atrás, se não me engano, mas tá valendo. =)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Prato do dia

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O Teatro Mágico em palavras

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domingo, 2 de agosto de 2009

Translação

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Translação

São listas antigas, paradas no tempo
Com tudo o que não foi riscado
Caneta suspensa, lua acesa
Vê como ela é redonda
E o céu tão profundo
Quanto os olhos de quem sonha
Fixos em lugar algum
O coração se espreme de vez em quando
É assim, sempre que chove
Procuram-se as meias nos dias frios
Quando a chuva não cessa o que se há de fazer?
Nem tudo é simples no mundo
Senta aqui nessa cadeira, ao meu lado
E fica mais um pouco
Olha lá como ela bóia 'imensa e amarela'
Os dedos se movem pelo ar
Sempre que canto esse pedaço
Sincronizados e livres
A cadeira imóvel, o olhar atento
Duas amêndoas que brincam
E descansam mais tarde
Na ponta do meu nariz
Deixa tudo assim como está
Espera comigo a chuva passar


Leila Claudia Braga

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Aqui dentro

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Aqui dentro

A janela banhada de azul
Claro, belo, cru
Os olhos fitos no céu
Calados, verdes, pares
Lá no alto, bem lá no alto, passa algo
Flutua, se move, dança
Bate as asas, eriça as penas
Aqui dentro tudo imóvel
Quieto, lento, vazio
O relógio avisa: meio-dia
Os girassóis na parede sorriem
Mas aqui dentro ainda é tudo imóvel
O vento areja os pensamentos

Leila Claudia Braga

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Gripe Suína

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Não se fala em outra coisa, já há alguns meses, e o que todos imaginávamos que não chegaria no Brasil, acabou nos surpreendendo. A gripe suína chegou, embora esse termo seja 'mal empregado'... então vamos lá, falemos da Influenza A (H1N1).
Até eu já estou começando a ficar com medo dessa gripe. Qualquer um tossindo, espirrando, ou levando as mãos levemente a boca, já nos fazem entrar em alerta e prender a respiração. Além disso os álcools gel para as mãos estão em falta... logo agora que descobri que o meu já passou da validade.
A aula mais recente da faculdade foi sobre 'biosegurança' (ou algum nome semelhante) e os cuidados que devemos ter dentro do hospital. Agora sempre que lavo as mãos faço todos os malabarismos aprendidos, cinco vezes cada um, como manda o figurino. Será que está ajudando? Desse jeito não vou mais poder reclamar quando brincarem que eu sou que nem o Monk.
Hoje soube que as aulas serão paralisadas (para mim pararão as aulas, para os outros cursos apenas férias prolongadas) devido a Influenza A.
Mais duas semanas de descanso (!!!), embora o motivo não seja nada alegre.

domingo, 19 de julho de 2009

O caçador de borboletas

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Esta é a primeira crônica de "Livro Aberto", de Fernando Sabino. Ganhei da minha mãe, no Natal do ano passado, mas só consegui começá-lo esta semana, já que a lista de livros que o precedia era um pouco extensa.
O livro é composto por diversas crônicas, cartas, discursos de agradecimento, ensaios sobre literatura e relatos do autor, divididos ao longo dos anos de sua vida.
Inicia-se com o agradecimento do autor ao receber o prêmio Machado de Assis, pela Academia Brasileira de Letras. Esse tipo de coisa nunca me chamou a atenção, sempre pulo essas leituras e prossigo atrás dos contos, mas no caso do Sabino... Até o que para mim seria totalmente banal pode se tornar uma leitura interessante.

"O caçador de borboletas" foi escrito em 1939, quando o autor tinha apenas 15 anos! Ao mesmo tempo que acho o máximo, bate uma certa revolta... O que eu fiz nos meus 15 anos??? Certamente não foi escrever uma crônica tão boa quanto a do Sabino.
Recomendo a crônica e o livro, assim como qualquer outro do Sabino.
Aí vai um fragmento, porque não dá mesmo pra me conter depois de elogiar.

"(...) - Pois então me diga, seu pardal de meia-tigela: o que você queria que eu fizesse?
- Que me deixasse voltar para o seu ombro - disse ele timidamente.
- E daí? Pensa então que a vida é só comer alpiste, não é? Pois está muito enganado. Me diga uma coisa: você com certeza já andou se engraçando aí com alguma... alguma...
- ...pardoca - ensinou ele, piscando os olhos, malicioso.
- Pois bem, você tem lá a sua pardoca, que viver com ela, fazer para vocês dois um ninho no galho de uma árvore qualquer. Constituir família, tornar-se um pardal de bem. E lá um belo dia percebe que a pardoca nem liga para você, que não o ama como dantes...
- Quem é esse Dantes?
- Ora, vá sambar no brejo! Estou falando sério. O que você fazia? O que é que você fazia se desconfiasse que ela já estava de olho noutro e querendo apenas se divertir à sua custa? Então não chorava? Não arranjava um meio de se vingar?
- Não. Arranjava outra pardoca.
E veio caminhando pelo meu braço, até se achar no ombro outra vez.
- Para o diabo você e suas pardocas, seu bígamo sem-vergonha. Não vê que isso não resolve? É ela que quero, e mais ninguém. Qual, passarinho, esse negócio de viver não é mais comigo. Acabo dando um tiro na cabeça.
- Na cabeça dela?
- Na minha, seu bobalhão. Caçador de borboletas... E você? Passarinho sabe amar? Qual, você não pode entender. Nem você nem ela me entendem. São diferentes de mim. Você é um passarinho e ela, leviana como uma borboleta. Não sentirão jamais esse tédio, esse fastio de vida como já sinto.
- Que Jacinto?
Não suportei mais. Levei a mão ao ombro para atirá-lo longe, mas ele levantou vôo. Deu a volta no quarto e foi pousar na minha janela, asinhas abertas, pronto para ir embora.(...)"
O caçador de borboletas - Fernando Sabino

SIGA

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Cuidado! Esse nome pode causar efeitos colaterais quando proferido, tais como: fortes dores de cabeça, tensão muscular, sintomas de exaustão, desânimo, vontade de socar qualquer coisa, ou qualquer outro ato violento, e na melhor das hipóteses, uma cara amarrada.
SIGA, conhecido de todos os que cursam quaisquer um dos milhares de cursos da UFRJ, e que sofrem, semestralmente, com a abominável semana de inscrição em disciplinas.
Até o terceiro período da minha faculdade não sabia o que era isso... os bons e velhos 'papel e caneta' (alguém se lembra deles?) ainda eram usados na Fonoaudiologia. Era simples: ir ao fundão (que embora não fosse lá a viagem mais divertida do mundo, funcionava), preencher dois papéis com as disciplinas do período, entregar na mão da coordenadora, e puf! Você estava inscrito! Sem precisar perder madrugadas, na tentativa de acessar a intranet.



Essa última semana foi um tanto desesperadora, com certeza não apenas para mim. Perdi algumas tardes, manhãs e noites, entrando no site do SIGA e colocando, por diversas vezes meu cpf e senha...(se ainda não os havia decorado, agora os sei até de trás pra frente!).
Há sempre alguém com algum macete, tentando ajudar "é simples, aperta F5 sempre que der algum erro", "sistema congestionado, né? Espera e entra de novo!", "Ahhh deu isso? Então sai do login e entra novamente, que dá"... E assim se passavam as horas.
Com certeza há uma lista de pessoas a quem preciso agradecer... não, não pelos macetes, que de nada adiantaram... mas havia dezenas espalhadas pelo Rio de Janeiro, com meu cpf em mãos, tentando se conectar de algum computador.
Na tarde de ontem, uma das amigas que se compadeceu da minha dor, conseguiu (finalmente!!!) acessar. Não sei como, nem porque, já que no mesmo momento, no meu computador, o sistema estava congestionado. Se havia ou não uma linha direta com a UFRJ do computador dela, não posso afirmar...
E, claro... nada é assim, totalmente de graça... mas valeu a pena assistir 'Harry Potter e o Príncipe não sei das quantas', mesmo sem ter lido nenhum dos livros, nem memorizado o nome do barbudo que parece o Gandalf...
Enfim, 7° período, aí vou eu! Agora, devidamente inscrita!
PS: Obrigada, Cintia!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

"Não vai durar uma semana!"

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Este foi o primeiro pensamento que surgiu quando, por influências de certos blogs (todos do mesmo autor), me cadastrei no Blogger e decidi criar um.
Por que?
Talvez por incertezas do tipo 'será que terei sobre o que escrever?', ou ainda pela certeza de 'não tenho paciência para esse tipo de coisa'...
Mas adicionar fotos, vídeos e poder colocar alguns poemas, ainda que não sejam os meus, tem sim o seu lado divertido.
'Bloguinho' (nome hiper-criativo) está comemorando hoje sua uma semana de vida, a despeito de qualquer expectativa.
Agradecimentos especiais ao Pablito, pela paciência de explicar como se faz tudo, como se postam videos e se 'incorporam' links (realmente incrível minha falta de habilidade tecnológica hehehe)
E que continue sendo divertido!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Elephant Gun

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If I was young, I'd flee this town
I'd bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight

Far from home, elephant gun
Let's take them down one by one
We'll lay it down, it's not been found, it's not around

Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down

Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all
That I hide

Beirut



Porque para os bons momentos há sempre uma trilha sonora.

domingo, 12 de julho de 2009

O vento e eu

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"O vento morria de tédio
porque apenas gostava de cantar
mas não tinha letra alguma para a sua própria voz,
cada vez mais vazia...
tentei então compor-lhe uma canção
tão comprida como a minha vida
e com aventuras espantosas que eu inventava de súbito,
como aquela em que menino eu fui roubado pelos ciganos
e fiquei vagando sem pátria, sem família, sem nada neste vasto mundo...
mas o vento, por isso
me julga agora como ele...
e me dedica um amor solidário, profundo!"

Mário Quintana