domingo, 2 de agosto de 2009

Translação


Translação

São listas antigas, paradas no tempo
Com tudo o que não foi riscado
Caneta suspensa, lua acesa
Vê como ela é redonda
E o céu tão profundo
Quanto os olhos de quem sonha
Fixos em lugar algum
O coração se espreme de vez em quando
É assim, sempre que chove
Procuram-se as meias nos dias frios
Quando a chuva não cessa o que se há de fazer?
Nem tudo é simples no mundo
Senta aqui nessa cadeira, ao meu lado
E fica mais um pouco
Olha lá como ela bóia 'imensa e amarela'
Os dedos se movem pelo ar
Sempre que canto esse pedaço
Sincronizados e livres
A cadeira imóvel, o olhar atento
Duas amêndoas que brincam
E descansam mais tarde
Na ponta do meu nariz
Deixa tudo assim como está
Espera comigo a chuva passar


Leila Claudia Braga

0 comentários:

Postar um comentário