sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Teias de aranha

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Resolvi entrar no blog antes que as férias acabassem ou que se completasse um mês sem postar nada.
Fato é que as férias estão boas: passeio com os amigos, uma viagenzinha rápida para Petrópolis, assistir os episódios de Lost (comecei a ver e é viciante!), ler meus livros, dormir até tarde, namorar, namorar e namorar...
Agora, supostamente, as férias estão chegando ao fim... Ainda estou na esperança que esse "vamos voltar um mês mais cedo para o ambulatório" não se concretize e eu possa aproveitar mais um 30 dias de bem-bom.
Não tenho feito nada de útil, nada, nadinha! Acho que o período passado foi tão corrido e cansativo que eu só quero mesmo descansar.. =)
Em pensar que há pessoas que ficarão até dia 22 de março de férias (que inveja absurda que eu tenho de vocês!)...
E agora que as aranhas já foram despejadas do Bloguinho... só retorno com algo verdadeiramente interessante para postar.


:D

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Dizem por aqui

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Numa esquina como essa há uma casa
Onde vive o gato amarelo
Que cantarola todas as noites
Irritando a vizinhança
Enquanto a cadeira de sua dona balança.

Olhando para ele, ela acha graça
Miando assim, em serenata
Como se fosse para ela
Ou para a lua prateada
Que a janela emoldura
Bem ao lado da figura
Dessa velha apaixonada.
Toda a noite ela fecha o portão
Abre a janela e põe o gato no chão
Não dorme nem cochila
Fica ali, velando a escuridão
Até que a primeira luz da manhã cintila
Só então ela levanta, pega o gato com a mão
Some, desaparece, e ninguém sabe o que acontece.
Dizem que ela era miss

Não sei se do universo ou de algum país
Tinha faixa e acenava
Com um sorriso que brilhava.
Quando o primeiro cabelo branco surgiu
Se achou feia, ficou louca, trancou-se dentro da casa
E na rua ninguém mais a viu.
Contam que era espiã
Não se sabe para quem trabalhava
Tinha licença para matar
E um arma carregada
Não dorme a noite porque sonha demais
Com tudo o que deixou para trás.
Dizem que era professora
Da época da palmatória
Dentro da sua sala
Era proibido contar história
Tinha que se dizer a tabuada decorada
Todos os dias, de trás para frente
Há quem diga que ela era muito exigente.
Contam que ela é uma bruxa
Dentro do quarto, cheio de cortinas
Esconde um caldeirão aceso
O gato é quem a ajuda
Busca ingredientes, folheia livros
Ela aguarda bem calada ao lado dele
E quando amanhece vai mexer seus feitiços.
Dizem que é neta de um barão
Muito rico ele foi,
Mas hoje não lhe sobrou um tostão
Por isso não sai de casa
Come pouco e poupa muito
Entra no quarto e veste um disfarce
Para pedir dinheiro pelas ruas da cidade.
Contam que ela é prisioneira de um encanto
O gato deve miar todas as noites
E quando amanhece ela se esconde em seu canto
Pois se um filete de luz lhe toca a face
Surgem verrugas imensas, por toda a parte
“Feche as cortinas e não deixe a luz entrar”,
Disse-lhe uma fada tentando ajudar.
Até hoje não se sabe ao certo o nome
Dessa velha bruxa-mestra-miss-baronesa-espiã
Que estando ou não encantada
Enfeitiça a todos com as risadas
Que dá quando escuta o gato cor de mostarda.
Balança a cadeira que range
E espera o sol raiar
Para correr até o quarto
Escurecê-lo e ficar por lá.
São essas coisas que se contam por aqui
Do que acontece todas as noites
Numa esquina como essa
Na casa do gato que sabe cantar.


Leila Claudia Braga

Coisas de 2009

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Lá se vai mais um ano em que não ganhei na loteria, mais um ano em que conheci pessoas novas, fiz algumas viagens, andei de barco, me desesperei com provas e trabalhos, fiz novas amizades e redescobri amigos antigos, me assustei com coisas novas, que logo se tornaram não tão difíceis assim.
Mais um ano em que joguei baralho: ganhei, perdi, empatei; assisti boas peças, alguns filmes, visitei boas exposições e outras não tão boas assim, li livros, aprendi novas partituras, venci a preguiça, passei no Inglês, corri contra o tempo, namorei, descansei por alguns feriados, na ansiedade de que eles não acabassem, ajudei alguém que precisava, passei noites em claro em alguma boa conversa, assisti a shows, caminhei na Urca, abracei pacientes, prometi que faria uma conta universitária e não fiz, brinquei com meu cachorro, rasguei coisas velhas, comprei algumas novas, tomei água de coco, fiz passeios com a família, comecei um Blog, joguei Totó, fui a Bienal, comprei pisca-pisca para o Natal, provei a batata do Outback e o cheddar do Bibi, dancei forró, ri bastante até doer a barriga, comi brigadeiro, respirei fundo e contei até 10 para não me irritar, caminhei pra pensar na vida, dei presentes pra quem gosto, confraternizei com a família... não usei filtro solar...




Pra 2010 quero tudo em dobro, mais a parte da loteria... e tá... tenho que aprender a usar o filtro solar, e deixar de lado a preguiça de ir ao médico, ler textos pendentes, começar um exercício físico, dormir mais cedo e acordar mais cedo também, passar hidratante na pele, estudar o violino todos os dias, arrumar a estante do meu quarto, comer menos batata-frita...

♫ "E a vida está contente de poder continuar... e o tempo vai passando sem vontade de passar..." ♫