sexta-feira, 30 de abril de 2010

Cem anos de solidão



Terminei de ler "Cem anos de solidão", ainda longe de casa, na metade do engarrafamento habitual.
Estou fascinada com o estilo fantástico do Gabriel García Márquez, com seus personagens intrigantes e toda a saga pormenorizada da família Buendía, com suas crianças que nascem de olhos abertos e crescem para descobrir galeões em florestas, fabricar peixes de ouro, perder guerras e traduzir pergaminhos.
Indico para quem gosta de literatura fantástica, para quem curte o estilo da Isabel Allende (que é bem semelhante), para quem quer apenas um bom livro para se divertir ou para passar as horas...
Sempre que termino um livro de que gosto muito, é como uma despedida de cada um dos personagens. Fico com saudade deles por algum tempo, até me envolver com outro livro, mas quando ele termina, volta a saudade dos personagens antigos e dos novos, que acabei de conhecer. Mas existem alguns livros que me deixam, de verdade, com vontade de chegar a última página e retornar direto para a primeira.
"Cem anos de solidão" é um deles.
E Macondo é mais uma cidade da qual me despeço, imaginariamente, depois de viver nela e espiar seus habitantes por algumas semanas. Macondo esquecida pelos pássaros, inundada por chuvas incessantes, assolada pela peste da insônia, que ficará ao alcance dos dedos (ou melhor, dos olhos) em alguma estante do meu quarto, pronta para ser redescoberta, reconstruída, recontada.

Fica aí a dica, ou mais do que isso, o conselho de um bom livro.

:D

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