quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O que metia medo na infância #6 [Pó da Mariposa]

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Quem nunca ouviu sobre o pó da mariposa (ou da borboleta)?

Minha mãe sempre dizia que era pra tomar cuidado, se pegasse na mariposa ela soltava um pó que cegava. Eu morria de medo disso, e quando a mariposa voava a metros de distância de mim, já fechava os olhos só pra garantir... Vai que bate um vento... :S

Afinal, o medo da mariposa tem cabimento? Ou essa é mais uma das "lendas" que nos contam quando somos crianças?



Comecei a pesquisar sobre o assunto e descobri que esse papo todo de pó de mariposa não é só conversa de mãe. Existem, sim, riscos que o pó da mariposa traz a nossa saúde.

Algumas espécies de mariposa possuem uma substância chamada Cantaridina. Em contato com a pele podem causar dermatites pelo corpo, manifestadas na forma de vermelhidão, erupções e irritação. Os maiores cuidados devem ser com os olhos. Quando a mariposa bate as asas esse pó é liberado. Quando atinge os olhos pode gerar inflamações. Recomenda-se o uso de chapéu ou óculos para evitar o contato com as mariposas quando em regiões onde existam em grande número.



Além disso, há uma espécie em particular, a Hylesia Paulex (foto acima), que possui diversas cerdas em seu abdome, utilizadas para proteger sua cria dos predadores. Quando estas cerdas entram em contato com a pele podem causar uma doença chamada Dermatite Papulopruriginosa.
Há ainda uma série de dermatites que podem ser causadas por espécies de lagartas.

E quanto a borboleta?

"É seguro tocar uma lagarta ou borboleta?
Algumas lagartas são recobertas por pêlos urticantes que podem causar desde um ligeiro desconforto até queimaduras leves. A maioria das lagartas são inofensivas. Crisálidas e borboletas são extremamente delicadas e podem ser danificadas facilmente, mas são inofensivas ao toque. As asas das borboletas são recobertas por escamas. Essas escamas se soltam formando pó, que pode irritar os olhos como qualquer tipo de poeira.
A melhor forma de aprender sobre os insetos é observá-los em seu ambiente natural."

O que fazer se a pele apresentar estes sintomas após o contato com o inseto?
O recomendado é colocar compressas de água fria e procurar um médico.


Portanto, continuem tomando cuidado com as mariposas...


Referências:
http://www.zoo.df.gov.br/005/00502001.asp?ttCD_CHAVE=12566
http://www.gazetadopovo.com.br/verao/conteudo.phtml?id=1080314
http://www.ivb.rj.gov.br/palestras/manu_peconhentos.pdf
http://www.samuelmoreira.com.br/meu-dia-a-dia/alerta-a-populacao-mariposa-noturna-pode-causar-dermatite

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O que metia medo na infância #5 [Palhaços]

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Eles sorriem com o rosto carregado de maquiagem, o que torna impossível identificar quem está por trás do personagem. O nariz vermelho, os olhos delineados, cabelos despenteados e coloridos, roupas espalhafatosas e uma boca que parece imensa!
Quando eu era criança tinha um certo "receio" de palhaços. Eles nunca me pareceram confiáveis. Ter medo de palhaços é algo bem comum e não só em crianças.



A Coulrofobia (Bozofobia ou Ballatrofobia), ou medo de palhaços, também atinge adolescentes e adultos.

"Às vezes o medo é adquirido após experiências traumáticas com um indivíduo singular, ou após ver algum palhaço ameaçador na mídia.
Ao depararem-se com algum indivíduo vestido de palhaço, 'os portadores dessa fobia têm ataques de pânico, perda de fôlego, arritmia cardíaca, suores e náusea'."

Um exemplo disso é a cena abaixo. Este vídeo é parte de um programa da NatGeo sobre fobias. Neste episódio a mulher em questão sofre de Coulrofobia e está sendo acompanhada por seu psicólogo em uma experiência de encontro com um palhaço. A mulher entra em pânico e começa a desenvolver os sintomas de um ataque de pânico.



Diversos palhaços famosos povoam as nossas lembranças. Alguns verdadeiramente horripilantes e outros, tão gentis, não meteriam medo mesmo na criança mais insegura.

Vamos começar...

* It - A Coisa
Personagem de Stephen King, It, é um ser sobrenatural. Travestido de palhaço, na cidade de Derry, amedronta um grupo de crianças: Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly. No filme, quase trinta anos depois do primeiro contato com a criatura, os amigos se reencontram e se vêem na incumbência de enfrentar novamente a criatura que aterroriza a cidade.
Carregando balões e chamando as crianças, IT é um dos palhaços mais assustadores do cinema.



* Bozo
Personagem americano, criado por Alan Livingston na década de 40 e fez sucesso pelo mundo afora.
Bozo chegou à Tv brasileira apenas na década de 80, sendo exibido na Rede Record e posteriormente no SBT. A versão brasileira do palhaço foi idéia de Silvio Santos - na época dono das duas emissoras, sendo que a Record ainda não era uma rede -, sendo interpretado por diversos atores, ao longo dos 10 anos de exibição.
Me lembro que quando era pequena não sentia medo do Bozo. Tinha até o shampoo do Bozo, com a embalagem de plástico desenhada, imitando o personagem. Ele fez um sucesso estrondoso e levou milhares de crianças às gargalhadas.

* Vovó Mafalda
Tá, ela era homem. Mas não é disso que viemos falar aqui.
A Vovó Mafalda, por mais que eu a adore, convenhamos, é um dos palhaços mais feios da TV. Apesar disso, tinha uma gargalhada inconfundível, era simpática e engraçada, e cantava diversas músicas divertidas durante o programa. Ela veio - ou ele, sei lá - e conquistou a nossa infância.
Interpretada por Valentino Guzzo, o programa da Vovó Mafalda foi ao ar no SBT, na década de 90. Inicialmente foi criada como personagem secundária do programa do Bozo, sendo posteriormente "promovida" a um programa só seu.
Quem não sabe de cor aquela musiquinha? "Tchau, tchau, tchau, eu vou viajar..."

* Palhaço Carequinha

Duvido que alguma criança tenha medo do palhaço Carequinha. Ele passa uma coisa mais humana do que os outros. De todos os demais é o palhaço que usa menos maquiagem. (coincidência?)
George Savalla Gomes, o Carequinha, nasceu em família circense. Dentre inúmeras outras coisas, fez sucesso nos anos 80 apresentando o programa infantil "Circo Alegre" na TV Manchete. Na Globo, fez parte da Escolinha do Professor Raimundo e gravou Um dia de Maria. Além disso, gravou 26 discos e participou de diversos filmes.

* Quem tem medo de palhaço... na ficção?

Não somos só nós que temos medo deles! Esses aqui também sofrem do mesmo mal:

"Billy, do desenho animado As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy; a personagem Velma, do desenho animado Scooby Doo, que declara o medo de palhaços no episódio em que o grupo deve enfrentar um vilão disfarçado de palhaço e ela se recusa a participar do caso inventado desculpas, como trabalhos de faculdade; Ben de Ben 10 ,Cory de As Visões da Raven, Chuckie de Os Anjinhos, Tonya de Todo Mundo Odeia o Chris, Sam Winchester da serie Supernatural, Seeley Booth, da série Bones e Wakko Warner dos Animaniacs; Kramer, da série Seinfeld."

Sam Winchester tem medo... imagine nós! :P

Para finalizar este post... não poderia faltar a cena do filme Poltergeist. Conseguiu unir dois medos em um mesmo momento... BONECOS DE PALHAÇO!



Referências:

http://pt.wikipedia.org/
http://sidereus-nuncius.blogspot.com/2008/09/coisa-stephen-king.html
http://redepsicologia.com/

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Esse Blog abraçou a “Casa que o amor construiu...”

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Bloguinho é o mais novo parceiro virtual da Casa Ronald McDonald RJ


A Casa Ronald McDonald-RJ acaba de ampliar seus horizontes no mundo virtual. A instituição, que hospeda crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer no Rio, começou uma nova campanha na internet. Após ter lançado uma Fan Page no Facebook, e revitalizado o Twitter, a CRM lançou uma ação junto aos principais blogueiros do país. O mote da campanha online será uma extensão do slogan tradicional: “A Casa que o amor construiu... a Internet abraçou!”. A expectativa é conquistar, cerca 1 milhão e meio de visualizações em blogs e sites desses novos parceiros.

A agência CMI, especializada em marketing digital, ficará responsável pela campanha, voluntariamente, e começou o trabalho fazendo uma listagem dos maiores blogs do Estado do Rio, e mais influentes do Brasil. E o Bloguinho foi um dos selecionados.

Sendo assim, aproveitamos a oportunidade para passar para nossos leitores, que a partir de hoje, abraçaremos a CRM-RJ. Nosso espaço ganhará o selo de “Blogueiro Responsável” da Casa Ronald McDonald RJ, e convidamos a todos para também abraçarem a Casa.

Apoie a Casa seguindo e adicionando as redes da CRM:


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Responsabilidade Social – Esse Blog abraçou a CRM-RJ - Blogueiro Responsável

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

2x2 m²

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É apertado aqui e muitas vezes falta ar
Embora tudo lhe pareça tão grande
Ele tentou levantar do chão mas logo notou
Não cabia nem metade do seu coração

O sol é quente lá fora mas é tão bonito
- Quero espiar enquanto a sombra não vem.
O vento passa raspando os pêlos da sua barba
E a poeira voa cobrindo os olhos de pó

- Se estico a mão pra te sentir, só um pouquinho
Dá um aperto aqui dentro que dói;
Um dia, juro, ainda saio daqui
Corro atrás de você e te levo comigo.

Porque um dia tudo muda, até o que é bom se vai
- Vou me alargar na estrada dos meus sonhos
Te dou carona para onde quer que eu vá;
Espero que também seja onde você quer ficar.

Leila Monteiro de Castro

sábado, 10 de dezembro de 2011

O que metia medo na infância #4 [Bruxas]

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"Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!"
(Miguel de Cervantes)

Retratadas em contos de fada como mulheres - geralmente idosas - cruéis, que voavam em vassouras, adoravam à lua, transformavam pessoas em animais, remexiam caldeirões, envenenavam maçãs e tinham sempre um gato preto a tiracolo. Mulheres dotadas de poderes e de saberes macabros.
Não que fosse um dos meus maiores medos. Em geral eu achava as bruxas uma alegoria divertida e até necessária, afinal toda a história infantil precisa de um vilão. Mas como fazem parte do imaginário infantil, não podiam faltar no nosso "O que metia medo na infância".
É bem verdade que existem adultos que acreditam nelas e sentem até um arrepio quando se fala em Magia Negra.

A única bruxa que eu tinha medo - medo mesmo - era de um filme inglês que vi quando criança chamado: "Convenção das Bruxas".


A história se passa na Inglaterra, onde Luke, após a morte dos pais, é levado junto com a avó para um hotel. Ao chegarem lá, sua avó faz uma advertência sobre as bruxas e conta ao menino que já foi vítima de uma, o que lhe custou um dedo mínimo.
Luke sai para brincar levando consigo um dos seus ratos de estimação - que por sinal não são muito bem quistos no hotel. Ele decide brincar em uma sala de convenções. Para sua surpresa estava prestes a começar uma reunião de mulheres. Antes que ele pudesse sair, as integrantes da reunião fecham as portas. Por detrás do biombo ele pode assistir a tudo o que acontece na sala e vê a terrível cena: as senhoras retiram suas perucas e máscaras, exibindo carecas nojentas e narizes imensos e curvos, e unhas muito compridas. Elas começam a reunião idolatrando a rainha, que se encontra a frente da convenção. Comentam que as crianças tem cheiro de cocô e que devem ser exterminadas do país. Alguém bate à porta e logo todas se ajeitam cobrindo os rostos e cabeças com seus disfarces originais. Entra na sala um menino muito gordinho, perguntando onde estava a barra de chocolate prometida pela moça da recepção. A bruxa rainha o chama e dá a ele uma barra envenenada com uma poção, que transforma o menino em rato em meio às gargalhadas.
Luke observa tudo apavorado e logo seu cheiro é percebido pelas mulheres. Obrigado a tomar a poção, o menino também se transforma em rato. Tendo como companheiro o menino gordinho, que agora é um rato que só pensa em conseguir comida, ele busca a avó para conseguir voltar ao seu estado original, além de tentar deter o plano das bruxas.
Acredito que o que me dava medo mesmo não era nem a aparência das bruxas, mas o fato de um adulto admitir que já foi vítima delas.

Existem outras bruxas muito famosas, que se consagraram na literatura e no cinema/tv.
Algumas más e outras bem divertidas.
  • Bruxa do Oestre: A malvada de Oz

Elphaba, ou Bruxa Malvada do Oeste, foi criada por L. Frank Baum no livro O Mágico de Oz. Possuia uma irmã, a bruxa Nessarose, também conhecida como Malvada do Oeste. Embora tenha sido representada com a cor verde no filme, sua aparência era diferente. Tinha um capuz e roupas rasgadas, um olho cego e costurado.




  • A Feiticeira: bruxa American Way Of Life




Bruxa do famoso seriado americano "Bewitched" ou "A feiticeira", Samantha é a típica dona de casa americana. Simpática, gentil e engraçada, tinha um jeito gracioso de fazer suas magias mexendo o nariz. Ao contrário das demais feiticeiras - ou de qualquer mortal que tivesse a oportunidade de possuir seus poderes - Samantha não aceitava sua condição de bruxa e negava-se a utilizar seus poderes, tentando seguir uma vida humana tradicional.







  • Malévola
Personagem do conhecido desenho da Walt Disney, A Bela Adormecida, inspirado a partir de um conto dos Irmãos Grimm.
Com um par de chifres negros na cabeça, um cajado mágico nas mãos e uma gralha como serviçal, a bruxa era dotada de uma arrogância sem igual.

Após não ter sido convidada para a festa de batismo da princesa do reino, invade o castelo real e lança sobre a menina uma maldição: aos 16 anos espetaria o dedo numa roca e morreria. A menina, Aurora, dotada de três fadas madrinhas, é levada para a floresta onde mudam seu nome para Flora. Vive em uma casa simples com as fadas, que acredita serem suas tias, estando sempre protegida de agulhas, rocas ou quaisquer outros objetos pontiagudos - agora proibidos em todo o reino. Malévola permanece a procura da princesa, até encontrá-la, por descuido das fadas. No décimo sexto aniversário de Aurora, Malévola a enfeitiçá-la, colocando-a em sono profundo. Ao final, porém, o príncipe consegue salvá-la, após passar pelo vale de espinhos.
Na versão original a história é um pouco diferente.

Na festa do batismo da tão desejada princesa, foram convidadas 12 fadas e como madrinhas desta ofereceram-lhe como presentes a beleza, o talento musical, a inteligência, entre outras bênçãos apreciadas. No entanto, uma velha fada que foi negligeciada, porque o rei apenas tinha doze pratos de ouro, interrompeu o evento e lançou-lhe como vingança um feitiço cujo resultado seria, ao picar o dedo num fuso, a morte quando a princesa atingisse a idade adulta. Porém restava o presente da 12ª fada. Assim sendo, esta suavizou a morte, transformando o maldição da princesa para cem anos de sono profundo, até que seja despertada pelo primeiro beijo oriundo de um amor verdadeiro.

O rei proibiu imediatamente qualquer tipo de fiação em todo o reino, mas em vão. Quando a princesa contava 15 anos, descobriu uma sala escondida num torreão do castelo onde encontrou uma velha a fiar. Curiosa com o fuso pediu-lhe para a deixar fiar, picando-se nesse mesmo instante. Sentiu então o grande sono que lhe foi destinado e, ao adormecer, todas as criaturas presentes no castelo adormeceram juntamente, sob o novo feitiço da 12ª fada que tinha voltado entretanto. Com o tempo, cresceu uma floresta de urzes em torno do castelo adormecido, isolando-o do mundo exterior e dando uma morte fatal e dolorosa nos espinhos a quem tentasse entrar. Assim muitos príncipes morreram em busca da tal Bela Adormecida cuja beleza era tão falada.

Após cem anos decorridos, um príncipe corajoso enfrentou a floresta de espinhos, mesmo sabendo da morte de outros tantos, e consegiu entrar no castelo. Quando encontrou o quarto onde a princesa dormia, achou tão grande a sua beleza que ficou apaixonado e não resistindo à tentação deu-lhe um beijo que a despertou a ela e a todos os habitante do reino novamente para a vida que acordaram e continuaram onde haviam parado há cem anos. O Príncipe e a Bela casaram-se secretamente e tiveram dois filhos: Aurora e Dia. Quando a mãe do príncipe (de descendência de ogros) soube disso ficou com vontade de comê-los, mas o designado para matar eles (o caçador) sempre colocava animais no lugar. A rainha, quando soube disso, ficou com tanta raiva, que, quando o príncipe saiu para caçar, ela mandou jogarem eles em um poço de cobras. Mas o príncipe chegou antes do tempo, e a rainha, que não podia mais jogá-los no poço, estava cheia de ódio e medo, pulou dentro do poço e morreu. A princesa e o príncipe, então, "viveram felizes para sempre".

  • Bruxa Onilda: a bruxa aventureira


Antes de ser conhecida pela série de televisão, Bruxa Onilda era personagem livros infantis onde contava suas aventuras à suas primas: Beth e Lavínia. Divertida e conselheira, seus livros eram encantadores - eu adorava.




  • Morgana: a bruxa do Castelo
Morgana Astrobaldo
Stradivarius Victorius, ou simplesmente Morgana, é moradora do Castelo Rá-tim-bum e irmã do tio Victor. Interpretada pela talentosa Rosi Campos, possuia seu quarto na torre mais alta. Estava sempre em companhia de sua gralha Adelaide e contava histórias com contexto histórico, usando sempre objetos cotidianos para retratá-las. É uma personagem ao mesmo tempo rígida e espirituosa, de modo que todos os moradores ou visitantes do castelo tem
por ela carinho e temor.


  • Dona Clotilde: A bruxa do 71

Tá certo que ela não é nenhuma bruxa, mas seria impossível finalizar este post sem mencioná-la. A vila do Chaves não seria a mesma sem ela. Interpretada por Madrileña Angeline Fernandez, Clotilde era apaixonada pelo Seu Madruga - tentando sempre ganhá-lo pela barriga com seus quitutes - e um dos motivos para os estados paralisantes do Chaves. Dona do cãozinho Satanás, que ela insistia em chamar, deixando as crianças da vila mortas de medo.




Com certeza uma infinidade de bruxas conhecidas não foram citadas aqui. Sejam elas boas ou malvadas, fizeram parte importante da nossa infância.

Alguém lembra de mais alguma?

A palavra cabalística para finalizar este post não poderia ser outra:

Parangaricotirimirruaro! :D


Referências:

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Folia de Reis - Exposição "Máscaras"

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Já faz algum tempo que penso em escrever um post sobre essa festa. A Folia de Reis fez parte da minha infância e isso já seria motivo suficiente para falar dela aqui.
Esta semana, saindo da faculdade, resolvi entrar na Galeria Cândido Portinari (UERJ) e dar uma olhada na exposição Máscaras que estava sendo anunciada há algum tempo. Para minha surpresa o tema das máscaras escolhidas era o próprio: Folia de Reis.
Logo de cara percebi que a folia que eu conhecia não era exatamente igual (ou a minha memória distorceu algumas coisas - o que não é impossível). Na que eu assistia não havia tanta variedade de instrumentos e os mascarados eram na verdade bate-bolas. Admito que não conhecia tanto de Folia de Reis. Assistia sempre o início da folia e os foliões não entravam nas casas da minha rua.


A Folia de Reis procura reproduzir a viagem que os três Reis Magos - Gaspar, Baltasar e Melquior - fizeram, segundo a tradição cristã, ao local onde nasceu Jesus. O festejo acontece entre 25 de Dezembro e 6 de Janeiro (Dia de Reis).

"Em geral, as Folias de Reis originam-se de promessas religiosas dedicadas aos Reis Magos, como forma de retribuição por benefícios e graças alcançados (...) Diz-se que, uma vez a folia criada, deve manter-se obrigatoriamente em atividade por sete anos consecutivos"

É composta por diversos símbolos e deve seguir um ritual.

A bandeira deve ser levada à frente da Folia, carregada geralmente por uma mulher, a bandeireira. É uma espécie de estandarte, decorada com flores, fitas e enfeites natalinos, e possui grande valor simbólico dentro do festejo.


A música inicia a folia - tocada por tamborins, tambores, surdo, viola, triângulo, violão, acordeão e outros - segue até as casas dos devotos. A bandeira é transferida ao dono da casa, que a leva ao interior da residência, seguido pelos foliões, que narram em forma de verso a anunciação do nascimento de Jesus, a viagem dos Reis Magos e demais episódios bíblicos.
Os palhaços (mascarados, bastião ou boneco) possuem diversos simbolismos, dependendo do local onde a Folia acontece. Ao sul de Minas Gerais, o palhaço simboliza os Reis magos:

(...) "os palhaços vêm à frente, ladeando a bandeira, a anunciá-la aos donos das casas (...) Os palhaços são, por vezes, confundidos com os próprios Reis Magos, sobretudo quando levantam a parte frontal da máscara, transformando-a em uma verdadeira coroa"
(Guilherme Porto, 1982)

No Rio de Janeiro, em geral, os palhaços simbolizam os soldados de Herodes - que teriam perseguido o menino Jesus na intenção de matá-lo -, Exu, o Diabo, ou até mesmo o próprio Herodes. Eles acompanham a Folia e, durante o início do ritual, devem esperar na rua, enquanto brincam e assustam as crianças. Estes só podem entrar após a breve refeição que se dá dentro da residência. Devem pedir licença em forma de versos, o que acontece por diversas vezes.

(Renato Caetano - Alma Negra. Friburgo-RJ)

"Eu gosto de comtemplar
Com liberdade constante
A serra sempre azulada
Onde pasta o ruminante
Ô patrão, me dá licença
Pra chegada do Gigante "
(Palhaço Gigante)


O palhaço deve divertir o público e tirar proveito das moedas que são jogadas ao chão pelos fiéis. Durante a permanência do palhaço na residência, a bandeira deve ser coberta com um pano ou retirada do local, devido a incompatibilidades rituais entre eles. Após a brincadeira, o palhaço retorna a cantoria, dessa vez fazendo agradecimentos e despedindo-se. Os fiéis reúnem-se para receber as bênçãos ofertadas por meio da bandeira e, em seguida, os foliões se despedem e seguem para a próxima casa.
Antes de saírem para a Folia, os palhaços costumam rezar, usar amuletos, louvar a bandeira e receber o passe das benzedeiras.

Além da máscara - sempre confeccionada com aparência monstruosa - usam farda feita de chitão ou farrapos, levam um cajado em forma de cobra e um chapéu enfeitado na cabeça.

Ao final das visitações, a Folia leva a bandeira ao altar de onde foi tirada. Os foliões despedem-se da bandeira ajoelhando-se diante dela. Em seguida a mesma é pousada sobre suas cabeças, benzendo-as. Os palhaços retiram as máscaras, caminham em direção a bandeira, deitando-se de bruços a frente dela. A bandeireira gira a bandeira sobre as costas dos palhaços fazendo o sinal da cruz. Neste momento do ritual os palhaços pedem perdão pela perseguição ao menino Jesus e se convertem.
A exposição ainda conta com vídeos mostrando os rituais, a cantoria dos versos - parecido com o repente - e diversas máscaras, além dos instrumentos musicais usados na Folia.
A Folia de Reis acontece em diversas comunidades do Rio e em outros lugares do Brasil. Particularmente adorei a exposição, as máscaras e os adereços. E se pudesse postaria aqui o vídeo do palhaço recitando o "repente".


A exposição "Máscaras" acontece na Galeria Cândido Portinari - UERJ (campus São Francisco Xavier) até o dia 9 de Dezembro, de segunda à sexta-feira, das 9h às 20h.


Ainda dá tempo! :D

Referências:

Máscaras - Rio de Janeiro: UERJ, DECULT, Galeria Cândido Portinari, 2011.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O que metia medo na infância #3 [Bonecos]

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Você já está deitado na cama, a luz já foi apagada, mas continua com a estranha - e praticamente real - impressão de que aquele boneco se moveu!

Quem nunca passou por isso que atire o primeiro soldadinho!

Os bonecos são capazes de gerar tanto medo que existe uma fobia específica para descrevê-lo.

A Automatonofobia é o medo de bonecos, ventríloquos, estátuas de cera e criaturas animadas

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Automatonofobia)

Para alguns, os bonecos de ventríloquo são os mais aterrorizantes. Não apenas pelo fato da voz parecer sair de dentro do boneco, mas pela face maléfica característica desses seres de madeira.
Na Grécia antiga esta arte era chamada de Gastromancia, associada a necromancia, onde era usada para fazer parecer que os mortos estavam presentes para dar informações aos vivos. Na Idade Média essa prática era associada à feitiçaria. Apenas a partir do século XVI o ventriloquismo começou a se apartar de doutrinas espirituais e passou a fazer parte da arte circense.
No cinema e na televisão diversas cenas de ventriloquismo levaram crianças - e adultos - a passar noites em claro. Dentre eles podemos citar "Gritos Mortais" e alguns episódios de Goosebumps.


Mas há quem tenha sofrido mais com outros bonecos, que não eram os de ventríloquo. Bonecos que se tornavam a personificação de uma alma cruel e assassina. Sim, é ele mesmo: o Chuck. Esse boneco ruivo e, ao início do filme, inofensivo me fez ter muito medo. Tanto que só voltei a assisti-lo depois de adulta. Para quem não lembra da história do Boneco Assassino, ele foi possuído por um assassino que, prestes a morrer baleado em uma loja de brinquedos, usou suas técnicas de voodoo para transferir sua alma para o boneco. A partir daí se desenrolava toda a tenebrosa perseguição para que Chuck conseguisse transferir a alma para um corpo de verdade.

Mas nem só de "entretenimento" macabro vive o medo infantil. Não podemos esquecer das lendas urbanas. Quem não ouvia no colégio sobre a boneca da Xuxa?

Reza a lenda que houve um registro policial de uma mãe que, depois de presentear a filha com a boneca da Xuxa, a encontrou horas mais tarde degolada em seu próprio quarto, com a boneca sobre si. A mãe relatou a polícia que não sabe como a faca poderia ter chegado até a filha.
Se é verdade ou não, nunca se soube.

Além da Boneca da Xuxa, o Fofão foi outro que deixou muitos de sono leve por noites a fio. Como se já não bastasse a cara horrorosa que ele tem - metade buldogue, metade homem - e aqueles cabelos - ou seriam pêlos? - arrepiados, ainda havia a lenda de que ele era amaldiçoado por magia negra e possuía uma adaga dentro do corpo.


E você, tinha medo de qual boneco?

Silenciosamente

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Aqui vai mais uma canção para você
Lembrar do quanto já viveu
Sorrir de tudo o que passou
Por nós Deus quer é muito mais

Junte aqui seu peito no meu
Que vamos dançar até o amanhã
Eu que já tentei te esquecer
E vi que não dá pra viver sem a tua gargalhada

Você conhece os ditados que me guiam
Perto ou longe sempre há um caminho
e a seguir sempre existe um por do sol
Pra nós o infinito é logo ali

Veja só a cidade debaixo dos meus pés
A brisa traz os teus pensamentos até aqui
Não é que não somos tão diferentes
E nem tão parecidos assim?

Ainda assim me diz quem é que não sabe?
Até mesmo o vizinho acha graça
O mundo prende a respiração
Quando você pega na minha mão

De olhos fechados canto ao pé do teu ouvido
Essa canção que guardo em silêncio comigo

Leila Monteiro de Castro

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O que metia medo na infância #2 [O Bate-Bola]

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Os Bate-bolas, também conhecidos como Clóvis, são ícones do carnaval carioca. Sua indumentária é semelhante as do arlequim e pierrot medievais. Eles usam máscaras de feições sinistras, com cabelos coloridos e um apito ou chupeta no lugar da boca... capazes de assustar qualquer criança. É impossível identificar quem está por baixo dela. Os bate-bola não falam. Eles fazem mímica ou utilizam os apitos para se comunicar entre si. Além disso, os bate-bolas carregam uma bola suspensa por um fio, que usam para bater por aí fazendo barulho. Antigamente, as bolas eram feitas de bexiga de boi, o que as tornava fedorentas e fazia com que o barulho fosse muito pior do que as de agora - que são feitas de plástico.




No meu caso, não era só no carnaval que essas "criaturas" apareciam para me assustar. Todo o início de ano era comemorado na minha rua a Folia de Reis. A banda se concentrava, colorida, embaixo da minha janela. Bastava ouvir o primeiro "tum-tum" do tambor, que anunciava o início da folia, que descíamos correndo, eu e meu irmão, para a rua e víamos a Folia subir até o morro. No meio de toda aquela festa estavam eles... Os bate-bolas!
Eu morria de medo da roupa e do jeito que eles pulavam.
Talvez tivesse mais medo disso do que de levar uma bolada! Aproveitava ao máximo a Folia mas ficava sempre de olho para fugir a qualquer momento!



Não há quem não tenha brincado o carnaval e não tenha corrido de algum.
Por isso, crianças... Cuidado por onde andam...

O bate-bola pode estar por perto.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O que metia medo na infância #1 [O velho do Saco]

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Quem não tinha medo dele???

via http://www.fotolog.com.br/thiag0_p/



Não adiantava! Qualquer coisa de errado que se fizesse lá em casa já era motivo para se falar nele. O Velho do Saco viria mais cedo ou mais tarde para pegar as crianças. Ele tinha até uma música, que a minha avó inventou, e que ela cantarolava de vez em quando.
Eu e meu irmão morríamos de medo do velho subir a rua e nos esperar na esquina, com o saco nas costas.

Essa figura curiosa que atormenta a mente das crianças é um mito, aparentemente, conhecido em todo o Brasil, e que foi convergido de outra lenda: O papa-figo.

"Ele costuma sair à noite ou ao fim da tarde, na hora do crepúsculo, aproveitando o horário da saída das escolas. Seu aspecto pode variar de região para região. Algumas vezes é velho, sujo, sofre de hanseníase e tem o corpo coberto de chagas. Pode também ser alto, magro, pálido e com a barba por fazer. Às vezes carrega um saco. Procura crianças, atraindo-as com o intuito de raptá-las, extraindo-lhes, a seguir, o fígado.

Segundo a crença popular, o sangue é produzido no fígado. Quando este não funciona bem, o sangue apodrece, causando a lepra. A cura estaria no consumo do órgão sadio. Mas somente o fígado infantil teria pureza e forças suficientes para aliviar o sofrimento dos hansenianos. E sempre haveria alguém disposto a pagar qualquer preço por tão poderoso e raro lenitivo"
[via www.jangadabrasil.com.br/galeriademitos]

Louco, não?

Mas a descrição da aparência era bem essa a que eu imaginava. Ou a que me contaram. Embora o meu velho do saco jogasse as crianças no rio ou fizesse sabão delas.

Até no Chaves encontramos o Velho do Saco:
[a partir de 7 min de vídeo ~ 28min]



E assim inauguramos a série "O que me metia medo na infância". Afinal, todos nós passamos pelo pânico de tantas coisas inexistentes mas que, na época, faziam todo o sentido.

:D

Anexo

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Não pense que as respostas vem soltas no vento,
Nem espere que elas estejam prontas,
No alto daquela colina
Ou fora desse planeta.
Às vezes tudo o que precisamos é parar
e olhar





pra dentro.



Leila Monteiro de Castro

Caleidoscópio

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É do amor à arte
É pelo amor à parte
É de amor ao todo

Que me movo.



Leila Monteiro de Castro

Madrugadas

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É quando o sono me vem que a inspiração chega. Basicamente por isso, e não pela vã insônia, que carrego essas olheiras. "Clarice escrevia de madrugada", lembro de ouvir alguém dizer. Se verdade ou se não, não sei. Mas compreendo bem essa necessidade de silêncio sob os telhados da vizinhança, esse zumbido único da ausência de ruídos.
Eu nunca fui muito de escrever poemas, não que este seja um deles, mas, ultimamente quase tudo que rabisco sai em verso, embora eu sempre tivesse predileção pela prosa. Não pense, por isso, que eu me intitulo poeta. Isso é para os grandes, e talvez eu ainda me sinta mesma muito pequena por mais que na minha cabeça os sonhos sejam imensos.
Nela guardo um livro ou dois que tento escrever, artigos científicos, teorias malucas, epifanias para a Humanidade, rimas curiosas, músicas inteiras. Tudo aqui dentro, em um mosaico inacabado onde as peças vou encaixando e colorindo.
Quem sabe um dia eu termino? Se o tempo for bom comigo, se o cansaço largar de mim no final do expediente, se as madrugadas forem longas o suficiente.
Só vai saber quem esperar pra descobrir. Sento na cama e espero, matutando, até o próximo estalo.

Leila Monteiro de Castro

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Coisas gigantes da vida

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Desconfio que o meu maior defeito seja o de me entediar de maneira fácil demais. Não que eu não saiba dar valor as coisas pequenas da vida, mas talvez por selecionar demais as categorias do que pode me fazer sorrir por dentro.
Só sei que me identifico com Vinícius quando ele diz que "é impossivel ser feliz sozinho".
Todos (ou quase todos) os pequenos prazeres se tornam gigantes quando temos amigos.

Leila Monteiro de Castro

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Malas

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Você tem que correr antes que tudo exploda
Você tem que gozar antes que o instante morra
Você tem que sofrer antes de ser feliz
Você tem que lutar pelo que sempre quis

Eu não quero pensar em ver você partir
Eu não quero apostar pra ver tudo ruir
Eu não quero sentir o frio da manhã
Eu não quero provar toda essa hortelã

Mas eu quero um beijo seu

Se eu pudesse inventar a hora do sol sair
Se eu pudesse migrar sem ter pra onde ir
Se eu pudesse sorrir com toda a sua cor
Se eu soubesse ganhar pra sempre o seu amor

Correria o mundo inteiro
Nessa correria que o mundo tráz
Mas te veria sem pressa alguma
Sem hora nenhuma pra ir deitar

Se eu pudesse escolher a hora de partir
Se tivesse certeza de onde quero ir
Levaria o seu coração
E todas as suas malas

Leila Monteiro de Castro

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mesmice

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Ele me ensinou tantas coisas
Que acho que não sei de cor
Mas reparo vez em quando que aprendi
Que a inveja é branca
E a amizade é pura
Que os olhos da esperança
Ultrapassam a loucura
Que é sorrir sem ter porque
Fugir pra bem longe daqui
Nesse dia enfeitiçado
Pela moura dos meus sonhos
Dos seus contos e garranchos
Que só eu sei ouvir
O bom da vida é sonhar
De olhos bem abertos
E com o coração disperso
Por você eu venceria o mundo
E te salvaria da mesmice
Pois basta cantar um verso
Pra te ter aqui por perto
Se a chuva cai eu já não ligo
Pro cabelo que embaraça
Lindo é o nosso momento
E ninguém mais fará sentido
Além de ti
Leila Monteiro de Castro

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Coisa de novela

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As brumas do cabelo dela
espalham-se pela favela
e me perfumam a janela
quem é que vai contar a ela?

Que a cada passo de donzela
que ela dá pela favela
já me apertam a goela
quem é que vai contar a ela?


Já não resisto a uma olhadela
parece coisa de novela
lá vem seu cheiro de canela
quem é que vai contar a ela?

Eu lhe prometo à piscadela
lhe dar o amor todo em rodela
e me perder só por tabela
quem é que vai contar a ela?

Me espere moça na capela
chame toda a sua parentela
que eu vou com flores na lapela
se um dia eu for contar a ela...


Leila Monteiro de Castro

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

"Uma didática da Invenção"

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"Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:
a) Que o esplendor da manhã não se abre com
faca
b) O modo como as violetas preparam o dia
para morrer
c) Por que é que as borboletas de tarjas
vermelhas têm devoção por túmulos
d) Se o homem que toca de tarde sua existência
num fagote, tem salvação
e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega
mais ternura que um rio que flui entre 2
lagartos
f) Como pegar na voz de um peixe
g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.
Etc.
etc.
etc.
Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios."

[Manoel de Barros]

"Seis ou treze coisas que aprendi sozinho"

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"Que a palavra parede não seja símbolo
de obstáculos à liberdade
nem de desejos reprimidos
nem de proibições na infância,
etc. (essas coisas que acham os
reveladores de arcanos mentais)
Não.
Parede que me seduz é de tijolo, adobe
preposto ao abdomen de uma casa.
Eu tenho um gosto rasteiro de
ir por reentrâncias
baixar em rachaduras de paredes
por frinchas, por gretas - com lascívia de hera.
Sobre o tijolo ser um lábio cego.
Tal um verme que iluminasse."

[Manoel de Barros]

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Íris

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Amarelos quando apontavam ao sol
Cinzentos se chegavam ao trabalho
Cor-de-mel percorrendo o sonho
Que ainda se lembra ao despertar

Parados ao soar daquele sino
Vidrados como olhos de menino
Pequenos quando seu sorriso bobo
Tomava toda a casa ao passar

Surpresos quando o viram chegar
Molhados quando o ouviram falar
Que a verdadeira cor que Deus lhes deu
O céu mostrou quando o dia anoiteceu

Leila Monteiro de Castro

Rabiscos de luz

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Dias azuis com baldes de sol
Pra iluminar o seu futebol
Ventos chiando com risos de mar
Todas as ondas a te acompanhar

Tubos, cubos, mudos
Muros de sussurros
Do amor que eu guardei
Em segredo pra você

Medo, cedo, chego
Um arremesso de abraços
Só pra ver você sorrir
Antes do ônibus partir

Sento no chão e rabisco no ar
Noites de cores que ofuscam o luar
Fujo do escuro e corro até lá
Só pra você me achar

Queixo, mexo, deixo
Me ajeito sem ar
Redes de listras pra me balançar
Só pra enfim te beijar

Leila Monteiro de Castro

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

It's me: Mario!

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Meu encanador gorducho e bigodudo favorito faz hoje 25 anos de idade!
Boa parte da minha infância foi gasta pulando em cima de tartarugas, descendo por canos e catando moedas de ouro! Isso sem falar na trilha sonora... que eu adoro...

Para comemorar... curtam os dois vídeos que achei por aí:

A evolução do jogo:


Entrevista com Charles Martinet, dublador do Mário:



Parabéns, Mário! :)

Domo...

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...Gaga Fashion

:P


Postagem de uma tarde fria

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"Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca."

Clarice Lispector

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pé de ar

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Pé de pato para nadar ao longe
Pé da serra onde o sol se esconde
Pé de cabra para assustar
Pé de manga para balançar
Pé de feijão no algodão
Pé de moleque em São João
Pé de Pano pra cavalgar
Pé de nuvem pra imaginar
Pé de palhaço pra te fazer rir
Pé de coelho para a sorte vir
Pé de anjo pra alcançar o céu
Pé de moça delicado como papel
Pé d'água para atrasar
Pé de vento para dissipar
Pé de ouvido para segredar
Pé de quê pra te fazer sonhar?
Pede, que eu fico até o sol raiar

Leila Monteiro de Castro

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Tá com calor?

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Tudo bem que é engraçado... Mas vai dizer que com mais de 45° na cabeça alguém dispensaria um ventiladorzinho na roupa??? ;p



Em pensar que em pleno Rio de Janeiro, onde é verão quase o ano inteiro, não conseguimos inventar nada que seja ao menos parecido...


Fonte e informações adicionais: