domingo, 24 de julho de 2011

Longe daqui

Um trem pra bem longe daqui
Pra onde não exista o sabor
Qualquer lugar distante de todo esse
Meu amor, aceno pra você sem sorrir
Porque eu sei como dói ver partir
Pra sempre quem se quer

Sei que não entende essa dor
Você que nunca amou mais ninguém
E agora já não sabe o que é que te fazia
Andar de ônibus rodando a cidade
Com pressa de descer logo a serra
Só pra ver olhos verdes iguais ao pôr-do-sol

Eu sei que você já esqueceu
As cores que você mesmo deu
Constelações que já encontrou
Sentidos que você já perdeu
Por andar por aí sem saber
Sem ter aonde chegar

Se um dia você quiser voltar
Não sei mais se você saberá
Qual dos caminhos deve seguir
Mas se acaso você o encontrar
Corra bem depressa e suba pra ver
Que o sol renasce todas as manhãs
Mesmo sem se querer.

Leila Claudia Braga

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