quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Íris




Amarelos quando apontavam ao sol
Cinzentos se chegavam ao trabalho
Cor-de-mel percorrendo o sonho
Que ainda se lembra ao despertar

Parados ao soar daquele sino
Vidrados como olhos de menino
Pequenos quando seu sorriso bobo
Tomava toda a casa ao passar

Surpresos quando o viram chegar
Molhados quando o ouviram falar
Que a verdadeira cor que Deus lhes deu
O céu mostrou quando o dia anoiteceu

Leila Monteiro de Castro

3 comentários:

Pablo disse...

alguém vai publicar um livro logo, logo...

Fernanda Rodrigues disse...

Feliz, feliz que consegui postar. Linda essa poesia singela e profunda ao mesmo, antíteses que se fundem pra formar algo especial. Parabéns!!!

Leilucha disse...

Obrigada!! Que bom que vc gostou! E que conseguiu postar :D

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