terça-feira, 29 de novembro de 2011

O que metia medo na infância #3 [Bonecos]

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Você já está deitado na cama, a luz já foi apagada, mas continua com a estranha - e praticamente real - impressão de que aquele boneco se moveu!

Quem nunca passou por isso que atire o primeiro soldadinho!

Os bonecos são capazes de gerar tanto medo que existe uma fobia específica para descrevê-lo.

A Automatonofobia é o medo de bonecos, ventríloquos, estátuas de cera e criaturas animadas

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Automatonofobia)

Para alguns, os bonecos de ventríloquo são os mais aterrorizantes. Não apenas pelo fato da voz parecer sair de dentro do boneco, mas pela face maléfica característica desses seres de madeira.
Na Grécia antiga esta arte era chamada de Gastromancia, associada a necromancia, onde era usada para fazer parecer que os mortos estavam presentes para dar informações aos vivos. Na Idade Média essa prática era associada à feitiçaria. Apenas a partir do século XVI o ventriloquismo começou a se apartar de doutrinas espirituais e passou a fazer parte da arte circense.
No cinema e na televisão diversas cenas de ventriloquismo levaram crianças - e adultos - a passar noites em claro. Dentre eles podemos citar "Gritos Mortais" e alguns episódios de Goosebumps.


Mas há quem tenha sofrido mais com outros bonecos, que não eram os de ventríloquo. Bonecos que se tornavam a personificação de uma alma cruel e assassina. Sim, é ele mesmo: o Chuck. Esse boneco ruivo e, ao início do filme, inofensivo me fez ter muito medo. Tanto que só voltei a assisti-lo depois de adulta. Para quem não lembra da história do Boneco Assassino, ele foi possuído por um assassino que, prestes a morrer baleado em uma loja de brinquedos, usou suas técnicas de voodoo para transferir sua alma para o boneco. A partir daí se desenrolava toda a tenebrosa perseguição para que Chuck conseguisse transferir a alma para um corpo de verdade.

Mas nem só de "entretenimento" macabro vive o medo infantil. Não podemos esquecer das lendas urbanas. Quem não ouvia no colégio sobre a boneca da Xuxa?

Reza a lenda que houve um registro policial de uma mãe que, depois de presentear a filha com a boneca da Xuxa, a encontrou horas mais tarde degolada em seu próprio quarto, com a boneca sobre si. A mãe relatou a polícia que não sabe como a faca poderia ter chegado até a filha.
Se é verdade ou não, nunca se soube.

Além da Boneca da Xuxa, o Fofão foi outro que deixou muitos de sono leve por noites a fio. Como se já não bastasse a cara horrorosa que ele tem - metade buldogue, metade homem - e aqueles cabelos - ou seriam pêlos? - arrepiados, ainda havia a lenda de que ele era amaldiçoado por magia negra e possuía uma adaga dentro do corpo.


E você, tinha medo de qual boneco?

Silenciosamente

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Aqui vai mais uma canção para você
Lembrar do quanto já viveu
Sorrir de tudo o que passou
Por nós Deus quer é muito mais

Junte aqui seu peito no meu
Que vamos dançar até o amanhã
Eu que já tentei te esquecer
E vi que não dá pra viver sem a tua gargalhada

Você conhece os ditados que me guiam
Perto ou longe sempre há um caminho
e a seguir sempre existe um por do sol
Pra nós o infinito é logo ali

Veja só a cidade debaixo dos meus pés
A brisa traz os teus pensamentos até aqui
Não é que não somos tão diferentes
E nem tão parecidos assim?

Ainda assim me diz quem é que não sabe?
Até mesmo o vizinho acha graça
O mundo prende a respiração
Quando você pega na minha mão

De olhos fechados canto ao pé do teu ouvido
Essa canção que guardo em silêncio comigo

Leila Monteiro de Castro