sábado, 10 de dezembro de 2011

O que metia medo na infância #4 [Bruxas]


"Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!"
(Miguel de Cervantes)

Retratadas em contos de fada como mulheres - geralmente idosas - cruéis, que voavam em vassouras, adoravam à lua, transformavam pessoas em animais, remexiam caldeirões, envenenavam maçãs e tinham sempre um gato preto a tiracolo. Mulheres dotadas de poderes e de saberes macabros.
Não que fosse um dos meus maiores medos. Em geral eu achava as bruxas uma alegoria divertida e até necessária, afinal toda a história infantil precisa de um vilão. Mas como fazem parte do imaginário infantil, não podiam faltar no nosso "O que metia medo na infância".
É bem verdade que existem adultos que acreditam nelas e sentem até um arrepio quando se fala em Magia Negra.

A única bruxa que eu tinha medo - medo mesmo - era de um filme inglês que vi quando criança chamado: "Convenção das Bruxas".


A história se passa na Inglaterra, onde Luke, após a morte dos pais, é levado junto com a avó para um hotel. Ao chegarem lá, sua avó faz uma advertência sobre as bruxas e conta ao menino que já foi vítima de uma, o que lhe custou um dedo mínimo.
Luke sai para brincar levando consigo um dos seus ratos de estimação - que por sinal não são muito bem quistos no hotel. Ele decide brincar em uma sala de convenções. Para sua surpresa estava prestes a começar uma reunião de mulheres. Antes que ele pudesse sair, as integrantes da reunião fecham as portas. Por detrás do biombo ele pode assistir a tudo o que acontece na sala e vê a terrível cena: as senhoras retiram suas perucas e máscaras, exibindo carecas nojentas e narizes imensos e curvos, e unhas muito compridas. Elas começam a reunião idolatrando a rainha, que se encontra a frente da convenção. Comentam que as crianças tem cheiro de cocô e que devem ser exterminadas do país. Alguém bate à porta e logo todas se ajeitam cobrindo os rostos e cabeças com seus disfarces originais. Entra na sala um menino muito gordinho, perguntando onde estava a barra de chocolate prometida pela moça da recepção. A bruxa rainha o chama e dá a ele uma barra envenenada com uma poção, que transforma o menino em rato em meio às gargalhadas.
Luke observa tudo apavorado e logo seu cheiro é percebido pelas mulheres. Obrigado a tomar a poção, o menino também se transforma em rato. Tendo como companheiro o menino gordinho, que agora é um rato que só pensa em conseguir comida, ele busca a avó para conseguir voltar ao seu estado original, além de tentar deter o plano das bruxas.
Acredito que o que me dava medo mesmo não era nem a aparência das bruxas, mas o fato de um adulto admitir que já foi vítima delas.

Existem outras bruxas muito famosas, que se consagraram na literatura e no cinema/tv.
Algumas más e outras bem divertidas.
  • Bruxa do Oestre: A malvada de Oz

Elphaba, ou Bruxa Malvada do Oeste, foi criada por L. Frank Baum no livro O Mágico de Oz. Possuia uma irmã, a bruxa Nessarose, também conhecida como Malvada do Oeste. Embora tenha sido representada com a cor verde no filme, sua aparência era diferente. Tinha um capuz e roupas rasgadas, um olho cego e costurado.




  • A Feiticeira: bruxa American Way Of Life




Bruxa do famoso seriado americano "Bewitched" ou "A feiticeira", Samantha é a típica dona de casa americana. Simpática, gentil e engraçada, tinha um jeito gracioso de fazer suas magias mexendo o nariz. Ao contrário das demais feiticeiras - ou de qualquer mortal que tivesse a oportunidade de possuir seus poderes - Samantha não aceitava sua condição de bruxa e negava-se a utilizar seus poderes, tentando seguir uma vida humana tradicional.







  • Malévola
Personagem do conhecido desenho da Walt Disney, A Bela Adormecida, inspirado a partir de um conto dos Irmãos Grimm.
Com um par de chifres negros na cabeça, um cajado mágico nas mãos e uma gralha como serviçal, a bruxa era dotada de uma arrogância sem igual.

Após não ter sido convidada para a festa de batismo da princesa do reino, invade o castelo real e lança sobre a menina uma maldição: aos 16 anos espetaria o dedo numa roca e morreria. A menina, Aurora, dotada de três fadas madrinhas, é levada para a floresta onde mudam seu nome para Flora. Vive em uma casa simples com as fadas, que acredita serem suas tias, estando sempre protegida de agulhas, rocas ou quaisquer outros objetos pontiagudos - agora proibidos em todo o reino. Malévola permanece a procura da princesa, até encontrá-la, por descuido das fadas. No décimo sexto aniversário de Aurora, Malévola a enfeitiçá-la, colocando-a em sono profundo. Ao final, porém, o príncipe consegue salvá-la, após passar pelo vale de espinhos.
Na versão original a história é um pouco diferente.

Na festa do batismo da tão desejada princesa, foram convidadas 12 fadas e como madrinhas desta ofereceram-lhe como presentes a beleza, o talento musical, a inteligência, entre outras bênçãos apreciadas. No entanto, uma velha fada que foi negligeciada, porque o rei apenas tinha doze pratos de ouro, interrompeu o evento e lançou-lhe como vingança um feitiço cujo resultado seria, ao picar o dedo num fuso, a morte quando a princesa atingisse a idade adulta. Porém restava o presente da 12ª fada. Assim sendo, esta suavizou a morte, transformando o maldição da princesa para cem anos de sono profundo, até que seja despertada pelo primeiro beijo oriundo de um amor verdadeiro.

O rei proibiu imediatamente qualquer tipo de fiação em todo o reino, mas em vão. Quando a princesa contava 15 anos, descobriu uma sala escondida num torreão do castelo onde encontrou uma velha a fiar. Curiosa com o fuso pediu-lhe para a deixar fiar, picando-se nesse mesmo instante. Sentiu então o grande sono que lhe foi destinado e, ao adormecer, todas as criaturas presentes no castelo adormeceram juntamente, sob o novo feitiço da 12ª fada que tinha voltado entretanto. Com o tempo, cresceu uma floresta de urzes em torno do castelo adormecido, isolando-o do mundo exterior e dando uma morte fatal e dolorosa nos espinhos a quem tentasse entrar. Assim muitos príncipes morreram em busca da tal Bela Adormecida cuja beleza era tão falada.

Após cem anos decorridos, um príncipe corajoso enfrentou a floresta de espinhos, mesmo sabendo da morte de outros tantos, e consegiu entrar no castelo. Quando encontrou o quarto onde a princesa dormia, achou tão grande a sua beleza que ficou apaixonado e não resistindo à tentação deu-lhe um beijo que a despertou a ela e a todos os habitante do reino novamente para a vida que acordaram e continuaram onde haviam parado há cem anos. O Príncipe e a Bela casaram-se secretamente e tiveram dois filhos: Aurora e Dia. Quando a mãe do príncipe (de descendência de ogros) soube disso ficou com vontade de comê-los, mas o designado para matar eles (o caçador) sempre colocava animais no lugar. A rainha, quando soube disso, ficou com tanta raiva, que, quando o príncipe saiu para caçar, ela mandou jogarem eles em um poço de cobras. Mas o príncipe chegou antes do tempo, e a rainha, que não podia mais jogá-los no poço, estava cheia de ódio e medo, pulou dentro do poço e morreu. A princesa e o príncipe, então, "viveram felizes para sempre".

  • Bruxa Onilda: a bruxa aventureira


Antes de ser conhecida pela série de televisão, Bruxa Onilda era personagem livros infantis onde contava suas aventuras à suas primas: Beth e Lavínia. Divertida e conselheira, seus livros eram encantadores - eu adorava.




  • Morgana: a bruxa do Castelo
Morgana Astrobaldo
Stradivarius Victorius, ou simplesmente Morgana, é moradora do Castelo Rá-tim-bum e irmã do tio Victor. Interpretada pela talentosa Rosi Campos, possuia seu quarto na torre mais alta. Estava sempre em companhia de sua gralha Adelaide e contava histórias com contexto histórico, usando sempre objetos cotidianos para retratá-las. É uma personagem ao mesmo tempo rígida e espirituosa, de modo que todos os moradores ou visitantes do castelo tem
por ela carinho e temor.


  • Dona Clotilde: A bruxa do 71

Tá certo que ela não é nenhuma bruxa, mas seria impossível finalizar este post sem mencioná-la. A vila do Chaves não seria a mesma sem ela. Interpretada por Madrileña Angeline Fernandez, Clotilde era apaixonada pelo Seu Madruga - tentando sempre ganhá-lo pela barriga com seus quitutes - e um dos motivos para os estados paralisantes do Chaves. Dona do cãozinho Satanás, que ela insistia em chamar, deixando as crianças da vila mortas de medo.




Com certeza uma infinidade de bruxas conhecidas não foram citadas aqui. Sejam elas boas ou malvadas, fizeram parte importante da nossa infância.

Alguém lembra de mais alguma?

A palavra cabalística para finalizar este post não poderia ser outra:

Parangaricotirimirruaro! :D


Referências:

2 comentários:

Pablo disse...

O que me metia medo na infancia ainda vai virar livro! Como não lembrei da Bruxa do 71???? kkkkkkkkkkkk ficou mto legal o post!!!

Anônimo disse...

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